Episodi

  • • Câncer de mama Luminal com axila cN1: dissecar menos poderia ser suficiente ? • Câncer de mama triplo-negativo com histologia rara apresenta uma diferente resposta à quimioimunoterapia?
    Oct 8 2026

    O primeiro podcast discute um estudo prospectivo, não randomizado e multicêntrico que avaliou a biópsia do linfonodo sentinela em 78 pacientes com câncer de mama HR+/HER2−, doença palpável cN1 e até três linfonodos suspeitos na ultrassonografia, submetidas a cirurgia inicial.Pelo protocolo, dissecção axilar era indicada com três ou mais linfonodos sentinela positivos, entre outros critérios. A pesquisa do LS foi tecnicamente viável onde pelo menos trêslinfonodos sentinelas foram retirados em 96% dos casos. Cinquenta e quatro pacientes (69%) tinham um ou dois linfonodos positivos; 59 (76%) não fizeram dissecção axilar Entre 68 pacientes acompanhadas por pelo menos 12 meses, não houve recorrência locorregional isolada; o seguimento mediano foi de 25 meses. Os autores ressaltam que éessencial retirar também o linfonodo palpável. O estudo não randomizado e o seguimento curto limitam conclusões definitivas, porem mostra uma viabilidade nesta conduta.

    O segundo podcast discute um estudo que avaliou 823 pacientes com câncer de mama triplo-negativo inicial, com foco nas diferenças entre seus tipos histológicos após quimioterapia neoadjuvante associada ao pembrolizumabe. O carcinoma metaplásico apresentou resposta patológica completa menor que o tipo não especial : 17,4% versus 65,4%. Já o carcinoma lobular triplo-negativo teve resposta semelhante (56,2%), mas sobrevida livre de eventos em doisanos inferior (58,3%). Esses resultados indicam que os subtipos histológicos podem ter respostas e prognósticos distintos, mesmo sob o mesmo tratamento. Como os grupos raros eram pequenos e o acompanhamento mediano foide 24 meses, os achados são exploratórios e precisam ser confirmados em estudos maiores e com seguimento mais longo.

    Link de acesso aos artigos:

    https://live.makadu.group/bbn_podcast_08102026

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    34 min
  • - Carcinoma Lobular em Jovem: O Que Realmente Define o Prognóstico ? - Um novo olhar sobre o risco de fraturas na terapia com inibidor de aromatase
    Oct 1 2026

    O primeiro podcast discute um estudo retrospectivo holandês que avaliou o prognóstico em 15 anos de 95 mulheres menores de 40 anos, com carcinoma lobular invasivo (CLI), HR+/HER2−, linfonodo-negativo e sem quimioterapia ou hormonioterapia adjuvante, comparando-as a 805 pacientes com carcinoma invasivo não especial . No CLI, o grau histológico não se associou à sobrevida livre de recorrência à distância, recorrência ou sobrevida global. Em contrapartida, invasão linfovascular e multifocalidade foram fatores prognósticos independentes desfavoráveis. Entre tumores luminais A-like de baixo risco, o CLI apresentou tendência a pior evolução em 15 anos que o BC-NST: DRFS 63% versus 74%. Pleomorfismo nuclear também foi prognóstico nesse subgrupo. Os achados ressaltam o risco de recorrência tardia e a necessidade de validação prospectiva.

    O segundo podcast discute um estudo publicado na JAMA Network Open, estudo retrospectivo de centro único, Italiano que avaliou 769 mulheres com câncer demama inicial tratadas com inibidores da aromatase. Sua importância está em mostrar que o IMC pode não identificar adequadamente o risco ósseo associado àcomposição corporal. Após acompanhamento mediano de 45,6 meses, 69 participantes (9%) apresentaram progressão de fratura vertebral. Percentual de gordura corporal acima de 40,8% associou-se ao dobro do risco (HR 2,00; IC 95%:1,44–2,82), enquanto maior massa muscular apendicular (HR 0,38) e densidade mineral óssea (HR 0,79) se associaram a menor risco. Os achados apoiam considerar a composição corporal na avaliação óssea, mas precisam de confirmação em outros estudos.

    Link de acesso aos artigos:

    https://live.makadu.group/bbn_podcast_01102026


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    35 min
  • CASO EM FOCO : Idosa com CA de Mama Sincrônico em discussão
    Sep 24 2026

    Neste Podcast realizamos uma discussão multidisciplinarsobre o manejo clínico de uma paciente idosa com CA de Mama Sincrônico.


    Link de acesso ao video :

    https://meet.google.com/suo-ugha-qyc

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    39 min
  • • Axila cN+ com Ausência de Sinais de Ação da QTNeo nos Linfonodos Sentinelas pós QT ( ypN0 ) indicaria uma reabordagem axilar ?
    Sep 17 2026

    Este podcast discute um estudo que investiga uma questãocrucial no tratamento do câncer de mama inicialmente com linfonodos positivos: a biópsia do linfonodo sentinela após quimioterapia neoadjuvante é segura quando não se identifica o “efeito do tratamento” nos linfonodos? Em 114 pacientes, a ausência dessas alterações não reduziu significativamente a sobrevida livre de doença ou a sobrevida global, mas esteve associada a uma discreta elevação das recorrências axilares. Todas ocorreram em pacientes com câncer triplo-negativo e doença residual na mama. Os resultados apoiam estratégias menos agressivas para a axila, mas alertam para a importância de localizar o linfonodo previamente comprometido — especialmente em subgrupos de maior risco — e reforçam o potencial benefício da dissecção axilar direcionada.

    Link de acesso aos artigos: https://live.makadu.group/bbn_podcast_17092026



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    36 min
  • • AMH pode revelar quando a quimioterapia não traz benefício • TILs: o que o KEYNOTE-522 não contou
    Sep 10 2026

    O primeiro podcast discute O estudo do RxPONDER sugere que a reserva ovariana pode indicar quem realmente se beneficia da quimioterapia no câncer de mama HR+/HER2−,com 1–3 linfonodos positivos e escore de recorrência até 25. Entre 1.556 mulheres com menos de 55 anos, aquelas com AMH ≥10 pg/mL tiveram importante melhora na sobrevida livre de doença com quimioendocrinoterapia. Jáas mulheres com AMH <10 pg/mL, mesmo algumas classificadas como pré-menopáusicas, não apresentaram benefício significativo. A inibina B mostrou padrão semelhante, enquanto estradiol, progesterona, FSH e LH não foram preditivos. Os resultados reforçam que a quimioterapia pode agir, em parte, pela supressão ovariana, mas ainda precisam de validação antes de mudar aprática clínica.

    O segundo podcast discute o estudo Neo-Real/GBECAM-0123, uma coorte de vida real brasileira e argentina na qual Bonadio RC e colegas responderam a uma pergunta que o próprio KEYNOTE-522 deixou em aberto: os TILs ajudam a prever quem responde ao pembrolizumabe maisquimioterapia neoadjuvante? Quanto mais TILs, maior a chance de resposta patológica completa — 59% entre quem tinha menos de 30%, contra 91% entre quem tinha 50% ou mais. Quando TILs altos se somavam a Ki-67 alto, quase todas responderam. A mensagem: os TILs precisam ser sistematicamente reportados nos laudos e analisados em estudos futuros. E fica a pergunta: eles poderiam guiar o tratamento necessário para cada paciente?

    Link de acesso aos artigos :

    https://live.makadu.group/bbn_podcast_10092026

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    30 min
  • Câncer de Mama em Jovem: biologia versus extensão cirúrgica • CompassHER2 pCR: um passo rumo à terapia personalizada
    Sep 3 2026

    O primeiro podcast discute um estudo que avaliou o manejo cirúrgico de 1.737 mulheres com câncer de mama dealto risco, tratadas com terapia sistêmica neoadjuvante noensaio I-SPY2.0. Entre as pacientes com até 45 anos, a mastectomia foi mais frequente que a cirurgia conservadora (63,2% versus 36,8%), embora o uso de conservação tenha aumentado ao longo dos anos. Não houve diferençassignificativas na sobrevida global nem no intervalo livre de recorrência locorregional entre os procedimentos, inclusive em mulheres com até 40 anos e nos diferentes subtipos tumorais. A carga residual de câncer após o tratamentoe o grau histológico foram mais relevantes para o prognóstico. Assim, a idade jovem, isoladamente, não justifica mastectomia; a decisão deve consideraranatomia, genética, radioterapia, riscos e preferências da paciente.

    O segundo podcast discute o estudo EA1181/CompassHER2 pCR que avaliou a desescalada do tratamento neoadjuvante em 2.141 pacientes com câncer de mama HER2-positivo estágio II–IIIa, utilizando taxano, trastuzumabe e pertuzumabe (THP). A resposta patológica completa (pCR) foi de 43,8% no total: 63,7% em tumores receptor hormonal negativo e 32,5% nos positivos. Maior pCR associou-se a baixa expressão de receptores hormonais,HER2 IHC 3+ e paclitaxel semanal. O escore molecular HER2DX também foi preditivo: tumores com escores médio ou alto apresentaram maior probabilidade de pCR que aqueles com escore baixo. Os resultados apoiam a personalização e possível redução da quimioterapia, mas os dados de sobrevida livre de recorrência ainda estão pendentes.

    Link de acesso aos artigos :

    https://live.makadu.group/bbn_podcast_03092026

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    34 min
  • BBN TEAM - CASO EM FOCO : Jovem com CA de Mama Luminal em discussão
    Aug 27 2026

    Neste Podcast realizamos uma discussão multidisciplinarsobre o manejo clínico de uma paciente jovem com um cT2cN1 Luminal Like.


    Link de acesso ao video:

    https://live.makadu.group/bbn_podcast_27082026

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    40 min
  • Câncer de Mama: Exercício Antes da Cirurgia Contribuí na Recuperação Pós operatória ? e HER2Δ16 transformando tumores HER2-positivos em tumores com características luminais
    Aug 20 2026

    O primeiro podcast discute uma revisão sistemática e meta-análiseque avaliou se a pré-reabilitação baseada em exercícios reduz a dor apóscirurgias para câncer de mama. Foram incluídos seis ensaios clínicos randomizados, totalizando 519 mulheres; três estudos, com 157 participantes,entraram na meta-análise. Os programas duraram de uma sessão a nove semanas e combinaram exercícios aeróbicos, resistidos, alongamentos e mobilidade. Houve pequena tendência de redução da dor em aproximadamente um mês após a cirurgia, mas sem significância estatística (SMD = −0,24; IC95%: −0,55 a 0,08; p = 0,14).As intervenções foram consideradas seguras e viáveis, porém a evidência foi classificada como baixa devido a vieses, amostras pequenas e diferenças entreos estudos. Conclui-se que ainda não há suporte para recomendar seu uso rotineiro especificamente para controle da dor.

    O segundo podcast discute um estudo, o qual mostra que a variante HER2Δ16, resultante da perda do éxon 16, promove uma identidade celular luminal em tumores mamários HER2+. Em modelos murinos e linhagens humanas, HER2Δ16aumentou a expressão do receptor de estrogênio (ER), de genes responsivos ao estrogênio e de marcadores epiteliais, além de ativar a via RAS/MAPK. A variante esteveassociada a tumores mais agressivos, metástases e resistência adquirida à terapia anti-HER2, mas também aumentou a sensibilidade ao tamoxifeno. Tumoresresistentes ao lapatinibe apresentaram maior HER2Δ16 e ativação de ER. O estudo propõe modelos pré-clínicos de câncer HER2+/ER+ e sugere combinar terapias endócrinas com inibidores de MEK/MAPK, embora sejam necessários estudos clínicos.

    Link para aceso aos artigos:https://live.makadu.group/bbn_podcast_20082026

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    38 min