Episodi

  • O produto já estava em todo lugar, mas o resultado não saía do vermelho | Fabricio Cardias
    Oct 16 2026
    Um executivo de uma multinacional alemã, sempre dedicado à venda B2B para indústrias, assumiu em 2017 a cadeira comercial de uma aposta recente no varejo brasileiro, que vinha dando resultado negativo desde a entrada, anos antes. Em 2018, um cliente grande parecia a virada esperada, mas a logística fracionada por todo o país só piorou o resultado, e ele passou dois anos explicando, mês após mês, um número que não melhorava. Sem perspectiva real de reverter o quadro, desenhou um plano de saída completo, apresentou dados à matriz, e em janeiro de 2020 a empresa encerrou oficialmente a operação de varejo no país. Dois meses depois veio a pandemia, e aquele ano acabou sendo o melhor da história da empresa, puxado pelo negócio B2B que continuou de pé, prova de que a decisão tinha sido certa. A lição que ficou é dupla: nunca subestimar a reação da concorrência local, e saber que, depois de um ou dois anos de tentativa genuína, não dá mais para ficar explicando o inexplicável.

    Participantes:
    • Fabricio Cardias, Gerente Comercial Corporativo, Technocoat.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    Mostra di più Mostra meno
    31 min
  • Ele trocou uma carreira promissora em finanças pela vocação de ser vendedor | Diego Sarmento
    Oct 14 2026
    Um trainee da área financeira de uma grande varejista foi se aproximando naturalmente do time comercial, ajudando a estruturar as ofertas, até perceber que gostava mais daquilo do que da carreira para a qual tinha se preparado a vida inteira. Mudar quando nada dá certo é fácil; mudar quando tudo continuaria dando certo, com repertório construído e zona de conforto sólida, é bem mais difícil de justificar. Antes de decidir, criou para si um roteiro de perguntas: ainda sou feliz fazendo isso? Estaria fugindo de algo, ou encontrei mesmo algo que quero perseguir? Estou disposto a ser aprendiz de novo? Migrou sem descartar o que já sabia, levando a lógica financeira para dentro da venda, aproximando-se com humildade dos melhores vendedores em vez de se impor, e nunca mais voltou para uma função puramente financeira. A lição que ficou é que desconforto nem sempre significa que algo está errado, às vezes só sinaliza que existe outro caminho, e que ego bem colocado é ser sênior e ainda assim continuar disposto a aprender.

    Participantes:
    • Diego Sarmento, Head de Vendas, Ringgo.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    Mostra di più Mostra meno
    24 min
  • Ele foi estratégico ao procurar uma nova oportunidade mesmo frustrado | Giancarlo Trentini
    Oct 13 2026
    Aos 50 anos, um executivo viu a expectativa de virar sócio de um negócio em que vinha trabalhando havia tempo quebrar de forma inesperada, justamente na fase da carreira em que o mercado costuma filtrar candidatos com mais rigor. Em vez de disparar currículo para centenas de empresas, ele fez o oposto: filtrou, escolheu poucas oportunidades, estudou cada uma a fundo e, antes mesmo de ser chamado para entrevista, já desenhava o plano que entregaria naquela posição. Fez só dois processos seletivos, e na segunda rodada de um deles chegou com uma apresentação simples, sem identidade visual, só a substância do raciocínio. Foi aprovado, e o plano que levou para a entrevista é, hoje, praticamente o mesmo que executa no cargo. A lição que ficou é tripla: não se vitimizar é uma escolha, cada baque bem processado engrossa a casca, e vale sempre manter um plano B pronto, mesmo quando tudo parece estar indo bem.

    Participantes:
    • Giancarlo Trentini, Diretor de Vendas e Marketing, Proative.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    Mostra di più Mostra meno
    28 min
  • Primeiro ele aceitou, depois caiu a ficha sobre o tamanho da encrenca | Rodrigo Rabello
    Oct 9 2026
    Um executivo jovem, gerente de operações de uma grande rede de alimentação com vários regionais sob sua responsabilidade, foi convidado pelo fundador do grupo a assumir uma loja de 30 metros quadrados que dava prejuízo, tinha problemas de conceito, falhas operacionais e um sócio querendo sair. Aceitou, apresentou o diagnóstico, saiu da reunião satisfeito e só então percebeu o tamanho do passo que dera. Ainda sem dinheiro sobrando, comprou parcelado a parte do sócio que queria sair e mergulhou na operação como se fosse dono: fritou produto, conversou com clientes e ficou confinado estudando o que vendia mais e em qual dia, até identificar que a coxinha tinha potencial para sustentar um conceito próprio. Propôs uma nova marca focada exclusivamente em coxinha e sorvete soft, em pontos pequenos e com operação enxuta, que foi aprovada na hora e inaugurada numa loja de seis metros quadrados, faturando R$ 120 mil por mês. A rede chegou a mais de 200 unidades próprias, com retorno por loja superior ao de uma unidade padrão do grupo, e o aprendizado que ficou é que a inexperiência para calcular o erro pode ser, paradoxalmente, a única coisa que força alguém a ir fundo o suficiente para acertar.

    Host:

    * Cassio Politi (https://linkedin.com/in/cassiopoliti), Fundador – Tracto
    * Marco Bonera (https://www.linkedin.com/in/marco-bonera/?isSelfProfile=false), CEO – Techboard
    * Nelson de Sá (https://www.linkedin.com/in/nelson-de-s%C3%A1-6615271/), CIO – Techboard

    Convidados:

    * Rodrigo Rabello (http://www.linkedin.com/in/rodrigo-rabello-20a74066), Operations Director – Pague Menos

    Este episódio do Putz, e agora? é patrocinado por TechBoard.

    Especializada em segurança eletrônica, videomonitoramento e controle de acesso, a Techboard desenvolve e integra soluções tecnológicas que ajudam empresas a operar com mais segurança, controle e eficiência.
    Mostra di più Mostra meno
    44 min
  • Ele sempre formava talentos em casa, mas decidiu trazer líderes de fora | João Pellissari
    Oct 9 2026
    Sobrecarregado no operacional de uma empresa que sempre formou a própria mão de obra internamente, um fundador de consultoria de tecnologia viu, na mesma semana, duas pessoas de confiança, vindas de fora da área e de fora da empresa, sinalizarem que buscavam novas oportunidades. Contratá-las significava romper a própria cultura de formar gente em casa e, mais que isso, dar autonomia a estranhos numa operação que já rodava bem, com o risco real de que mexessem numa engrenagem estável. Em vez de trocar tudo de uma vez, ele manteve o relacionamento com os clientes enquanto os dois novos gestores construíam credibilidade só por dentro, conhecendo o time e os processos, e só depois de dois meses começou a soltar também o lado externo. A aposta deu certo porque o perfil comportamental dos dois foi bem avaliado, e eles ainda trouxeram práticas de gestão de fora que a empresa não tinha. A crença que caiu foi a de que ninguém é insubstituível, e a que nasceu foi contratar pela entrega, não só pelo salário, ganhando confiança para se desapegar aos poucos.

    Participantes:
    • João Pellissari, Fundador, Pellissari.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    Mostra di più Mostra meno
    24 min
  • Oito pessoas foram demitidas porque um cliente evaporou da noite para o dia | João Pellissari
    Oct 8 2026
    Uma empresa de tecnologia de recorrência, com cerca de 60 colaboradores, tinha no maior cliente (uma empresa de software que representava 10% do faturamento) uma operação de quatro pessoas dedicadas em tempo integral. Quando esse cliente foi comprado por um grande grupo bem no mês anterior à renovação do contrato, a operação foi cancelada da noite para o dia, sem telefone, e-mail ou contato algum para negociar. A saída prática, e dolorosa, foi demitir oito pessoas com anos de casa, sem nenhuma falha comportamental ou técnica, só a perda do contrato, uma decisão tomada com cuidado (feita toda numa segunda-feira, por princípio) mas que custou uma noite de sono e muita angústia ao fundador. O time que ficou, escolhido por performance, saiu mais coeso e com resultado melhor, e o choque acabou empurrando a empresa para fora da zona de conforto, ajudando a explicar o crescimento até mais de 100 colaboradores hoje. A lição que ficou é dupla: encarar o problema de frente em vez de escondê-lo, e nunca ser pego de surpresa por não simular cenários com antecedência.

    Participantes:
    • João Pellissari, Fundador, Pellissari.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    Mostra di più Mostra meno
    25 min
  • O sócio dividiu com ele o próprio salário porque foco era o nome do jogo | Rodrigo Passos
    Oct 7 2026
    Depois de duas tentativas de negócio fracassadas com importação, endividado e vendendo o próprio carro para pagar a última delas, um empreendedor recebeu do sócio o convite para abrir uma consultoria de tecnologia, a área em que sempre tinha trabalhado. A primeira reação foi recusar, cansado e sem fôlego para mais um risco, até o sócio soltar a frase que mudou tudo: "agora é a nossa área". Aceitou, mas com uma condição ousada: sairia do emprego e se dedicaria 100% ao negócio, em troca de metade do salário do sócio, que continuaria trabalhando. Em poucos meses, com projetos grandes vendidos, a empresa já pagava o salário dos dois, e o sócio também largou o emprego para construir juntos o que se tornaria um grupo de empresas de tecnologia. A lição que ficou é que não ter plano B, ainda que arriscado, é o que garante a dedicação total capaz de fazer o plano A dar certo.

    Participantes:
    • Rodrigo Passos, CEO e fundador, Active.
    Host(s):
    • Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
    Mostra di più Mostra meno
    35 min
  • A fusão chegou e ele percebeu que era o menor dos dois | Li Jorge Massari
    Oct 6 2026
    Um executivo de TI estava no auge de um projeto numa distribuidora de material hospitalar quando a pandemia fechou tudo e, semanas depois, veio o anúncio de uma fusão com uma empresa quatro vezes maior do mesmo grupo. Ele era o responsável de tecnologia do lado menor, sabia que os dois líderes de TI não caberiam no mesmo cargo e ainda carregava o peso de ter recusado uma proposta de outro grupo meses antes para entregar aquele projeto. Em vez de agir rápido para se proteger, passou algumas semanas observando o colega do outro lado antes de propor abertamente: vamos montar o melhor projeto possível e deixar a empresa decidir. Os dois passaram seis meses em videoconferências de oito horas diárias desenhando a nova companhia, e quando a análise técnica conjunta apontou que o ERP mais novo era melhor para escalar, o colega acatou mesmo sendo o dono do sistema mais antigo, e ali a parceria ficou confirmada. Nos três anos e meio seguintes, as duas frentes trabalharam juntas, migraram 22 empresas para uma única arquitetura em nuvem e levaram a distribuidora original a R$ 720 milhões de faturamento, prova de que, quando a fusão não é sua decisão, a pergunta que importa não é como se proteger, mas com quem é possível construir algo.Host:
    • Cassio Politi, Fundador – Tracto
    Convidados:
    • Li Jorge Massari, CIO – Farmácias Nissei
    • Nelson de Sá, CIO – Techboard
    Este episódio do Putz, e agora? é patrocinado por TechBoard.Especializada em segurança eletrônica, videomonitoramento e controle de acesso, a Techboard desenvolve e integra soluções tecnológicas que ajudam empresas a operar com mais segurança, controle e eficiência.
    Mostra di più Mostra meno
    37 min