O Abertinho - Ler é um ato subversivo copertina

O Abertinho - Ler é um ato subversivo

O Abertinho - Ler é um ato subversivo

Di: Rogério Mattos
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A proposito di questo titolo

Podcast sobre cinema, literatura e pensamento crítico brasileiro. Trago novos olhares sobre o papel do intelectual na formação da cultura. Apresentado por Rogério Mattos, doutor em Estudos Literários (UFF), professor há 15 anos e criador de A Engenhoca - Escola de Humanidades. A Engenhoca: comunidade.aengenhoca.com Substack: oabertinho.substack.com Instagram: @oabertinhoRogério Mattos Mondiale
  • Por que literatura sobre ditadura NÃO precisa ser confessional?
    Jan 2 2026

    O autor não fala diretamente. O autor traz intercessores.


    Bolaño não testemunha a ditadura em primeira pessoa. Ele cria Maurício Silva (o Olho) — um gay, exilado, minoritário dentro da própria esquerda — e fala ATRAVÉS dele.


    Silviano Santiago não confessa a tortura. Ele inventa Graciliano Ramos prisioneiro do Estado Novo e fala ATRAVÉS dele.


    Coutinho não interpreta os personagens. Ele coloca a câmera e deixa que fabulem.


    Isso é literatura testemunhal? Sim. Mas testemunho não é relato em primeira pessoa. É uma TERCEIRA PESSOA que julga entre as partes.


    Neste episódio:

    → Bolaño e Maurício Silva (Estrela Distante)

    → Silviano Santiago contra os benjaminianos

    → Por que Coutinho é o máximo da literatura não-confessional

    → Literatura sobre ditadura além de Gabeira


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    18 min
  • Por que Kleber Mendonça Filho NÃO É brechtiano? (e Eduardo Coutinho é)
    Dec 30 2025

    O ator não É o personagem. O ator CITA o personagem.


    Essa é a revolução brechtiana: distanciamento, desnaturalização, fazer pensar. Mas e o cinema? Como o gesto brechtiano opera na tela?


    Neste episódio, analiso:

    → Por que Kleber Mendonça Filho (O Agente Secreto) NÃO é brechtiano

    → O que Eduardo Coutinho faz que é radicalmente diferente

    → Gesto, distanciamento e intercessores no cinema brasileiro

    → Virginia Woolf, Shantal Akerman, Deleuze e o corpo que pensa


    Leia o ensaio completo "O diferentão do sistema" no Substack O Abertinho.

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    26 min
  • Macondo acabou: Roberto Bolaño, as ilusões perdidas e o antimacondismo
    Dec 30 2025

    Neste vídeo, analiso a noção de MAL na obra de Bolaño — dividida em duas dimensões:MAL OBJETIVO: Nazismo meta-histórico que sobrevive nas ditaduras latino-americanas. Em 2666, evolui para biopoder em Santa Teresa (Ciudad Juárez) — feminicídios sistemáticos, maquilas, sociedades secretas masculinas.MAL SUBJETIVO: Marginalidade do poeta exilado. Arturo Belano (alterego de Bolaño) e Mário Santiago representam sonhadores latino-americanos perdidos pelo mundo.UNIVERSO INTERCONECTADO: Galeria de espelhos infinitos. Romances se estendem uns nos outros. Mistura figuras reais (Neruda, Rubem Fonseca) com ficcionais — gesto borgiano aplicado à política.ANTIMACONDISMO: Rompe com realismo mágico após fim das ilusões revolucionárias. Critica Neruda e Octavio Paz. Macondo acabou. Sobrou Santa Teresa.No Brasil, temos um lapso crítico: literatura sobre ditadura é tardia ou biográfica, sem articulação ficcional imediata como em Bolaño.AUTORES/CONCEITOS: Giorgio Agamben (testemunha-sobrevivente), literatura menor, biopoder, nazismo meta-histórico, Arturo Belano, Mário Santiago, Cesárea TinajeroOBRAS: 2666, Os Detetives Selvagens, Estrela Distante, Noturno do Chile

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    26 min
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