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Maternidades Ameaçadas

Maternidades Ameaçadas

Di: REMA
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Um podcast que transforma casos em causas. Histórias de mulheres, mães, lideranças, ativistas e profissionais que evidenciam a recorrência da violência, do racismo e da desigualdade, mas também da potência de se unir coletivamente em causas comuns. Produção da REMA com financiamento do CNPq.REMA Scienza Scienze sociali
  • #15 - “Não era coisa da minha cabeça”
    Oct 19 2026
    A violência obstétrica não se resume a episódios isolados de desrespeito ou a intervenções realizadas durante o parto. Neste episódio, a partir das histórias de Nohana Ribeiro, mulher negra que enfrentou um longo percurso em busca de atendimento para uma infecção pós-parto, e de Andreza Santana, advogada e mulher negra que passou a atuar na assistência jurídica a mulheres vítimas de violência e racismo no ciclo gravídico-puerperal, discutimos como a violência e o racismo obstétrico atravessam a assistência à saúde e colocam em questão quem é ouvido, quem tem sua dor reconhecida e quem pode participar das decisões sobre o próprio corpo.A partir dessas experiências, conversamos sobre direitos reprodutivos, consentimento, assistência obstétrica, mortalidade materna e near miss materno, refletindo sobre situações em que a negligência, o abandono e a deslegitimação da palavra das mulheres podem produzir consequências graves. Também discutimos a importância de nomear essas experiências como violência e os desafios de sua prevenção, incluindo a formação de profissionais de saúde e as formas como decisões e relações de autoridade são construídas no cotidiano da assistência. Dar nome à violência é também tornar essas experiências reconhecíveis e abrir espaço para pensar outras formas de cuidado. Mais informações:Página do siteTranscrição completa do episódio (em breve)Currículo Lattes de Stephania KlujszaCurrículo Lattes de Mariah Torres AleixoMúsica Tema: A Justiça é uma Mulher Negra, Blera Alves Textos de referência:ALEIXO, Mariah Torres. Etnografia de uma categoria: composições da violência obstétrica entre ativistas, profissionais e vítimas. Tese (Doutorado) — Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Porto Alegre, 2023.BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Despacho DAPES/SAS/MS — SEI/MS n.º 9087621, de 03 maio 2019. Brasília, 03 maio 2019a. Disponível em: Despacho DAPES/SAS/MS — SEI/MS n.º 9087621.DAVIS, Dána-Ain. Obstetric racism: the racial politics of pregnancy, labor, and birthing. Medical Anthropology, 2018, 38(7): 560-573. DOI: https://doi.org/10.1080/01459740.2018.1549389.DIAS, M. A. B. et al. Incidência do near miss materno no parto e pós-parto hospitalar: dados da pesquisa Nascer no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 2014, 30, S169–S181. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311X00154213.GOES, Emanuelle. Deixa sangrar até morrer: a não morte materna de Paloma Alves Moura. Portal Catarinas, 2025. Disponível em: Portal Catarinas — Deixa sangrar até morrer. KLUJSZA, S. G. A medicalização do corpo feminino: entre protocolos, normas, iatrogenias e violências. São Paulo: Editora Dialética, 2026.LEAL, Maria do Carmo et al. A cor da dor: iniquidades raciais na atenção pré-natal e ao parto no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 33, 2017.LUSTOSA, Raquel C. A. “Minha filha tinha uma vida”: itinerários de abandono e a produção da morte materna. Tese (Doutorado) — Universidade Federal de Pernambuco, 2026.REIS, Lenice Gnocchi da Costa; PEPE, Vera Lucia Edais; CAETANO, Rosângela. Maternidade segura no Brasil: o longo percurso para a efetivação de um direito. Physis: Revista de Saúde Coletiva [online], 2011, v. 21, n. 3, p. 1139-1160.VALPASSOS, Carlos Abraão Moura. Abortos: dramas sociais e histórias sobre eles. Rio de Janeiro: Garamond, 2018.Créditos de produção:Apresentação e roteiro: Stephania Klujsza e Mariah Torres AleixoEdição de roteiro: Irene do Planalto Chemin, Mariana Pitasse e Lucía EilbaumEdição de áudio, sonoplastia e finalização: Irene Do Planalto CheminMúsica Tema: A Justiça é uma Mulher Negra, Blera AlvesCoordenação do podcast: Lucía Eilbaum, Irene do Planalto Chemin e Mariana PitasseIdentidade visual: Alice OhashyComunicação e divulgação: Mariana Pitasse e Samara CostaFinanciamento: Edital Pró-Humanidades do CNPq
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    48 min
  • #14 - Cartas para além das grades
    Jul 2 2026
    O episódio aborda as experiências de mulheres migrantes privadas de liberdade no Brasil a partir de um elemento central de suas trajetórias: a troca de cartas com seus filhos, familiares e amigos. Por meio de relatos, cartas narradas e entrevistas com integrantes do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC) e uma mulher migrante, sobrevivente do sistema prisional brasileiro, a escrita se torna uma estratégia de resistência, cuidado e manutenção dos vínculos afetivos diante do isolamento imposto pelo cárcere.Ao discutir as barreiras linguísticas, a distância geográfica, a ausência de políticas públicas e as dificuldades para o envio e recebimento de correspondências, o episódio demonstra como o encarceramento de mulheres migrantes intensifica processos de exclusão e ruptura familiar. Neste contexto, a atuação de movimentos da sociedade civil, tal como o ITTC, se torna fundamental para a garantia de direitos, dentre eles, a mediação da comunicação entre essas mulheres e seus familiares, evidenciando que as cartas ultrapassam sua função comunicativa na medida em que se tornam instrumentos de afeto, memória e exercício da maternidade à distância.Mais informações:Página do episódioCurrículo Lattes de Kellyn Gaiki Menegat Currículo Lattes de Letícia SalesMúsica Tema: “Oh my home” entoada por uma mulher migrante que estava privada de liberdade no Brasil. Ela cantou essa música para seus filhos em uma chamada de vídeo no dia em que saiu da prisão.Textos de referência:BRASIL. Secretaria Nacional de Políticas Penais. Levantamento de Informações Penais. Gov.br [Internet]. dez. 2025.CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA; PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO. Pessoas migrantes nos sistemas penal e socioeducativo: orientações para a implementação da Resolução CNJ Nº 405/2021. Brasília: CNJ, 2022. 106 p. MENEGAT, Kellyn Gaiki & MEDEIROS, Flavia Santos. (2026). “De que adianta escrever certo se a gente nem sabe se chegou ao destino?”: cartas, afeto e política na vida de mulheres trans e travestis encarceradas em Florianópolis/SC. Revista Direito e Práxis, 17(1).INSTITUTO TERRA, TRABALHO E CIDADANIA (ITTC). 10 recomendações para atuação junto a mulheres migrantes em conflito com a lei. ITTC [Internet]. 27 mar. 2019.INSTITUTO TERRA, TRABALHO E CIDADANIA (ITTC). BOLETIM BANCO DE DADOS #2: MARCADORES SOCIAIS QUE MOSTRAM O PERFIL DAS MULHERES MIGRANTES ATENDIDAS PELO ITTC. ITTC [Internet]. 3 abr. 2023.INSTITUTO TERRA, TRABALHO E CIDADANIA (ITTC). BOLETIM #11: Migração, gênero e encarceramento: Analisando as penas de mulheres migrantes em conflito com a lei. ITTC [Internet]. 9 jun. 2021.INSTITUTO TERRA, TRABALHO E CIDADANIA (ITTC). BOLETIM #6: Maternidade no cárcere: olhando para mulheres migrantes em conflito com a lei. ITTC [Internet]. 8 mai. 2020.SALES, Letícia Mara. “Mulher-mãe-presa: Direitos e Moralidades em torno à decisão da prisão domiciliar para gestantes e lactantes presas no estado do Rio de Janeiro”. 2024. Tese (Doutorado em Antropologia) – Programa de Pós Graduação em Antropologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2024.Créditos de produção:Apresentação e roteiro: Kellyn Gaiki Menegat e Letícia Sales Edição de roteiro: Irene do Planalto Chemin, Mariana Pitasse e Lucía EilbaumEdição de áudio, sonoplastia e finalização: Irene do Planalto CheminMúsica Tema: Coordenação do podcast: Lucía Eilbaum, Irene do Planalto Chemin e Mariana PitasseIdentidade visual: Alice OhashyComunicação e divulgação: Mariana Pitasse e Samara CostaFinanciamento: Edital Pró-Humanidades do CNPq
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    35 min
  • #13 - 11 anos e uma sentença
    Feb 23 2026
    O episódio apresenta a trajetória de Ana Paula Oliveira, pedagoga e cofundadora do movimento Mães de Manguinhos, na busca por justiça após o assassinato de seu filho Johnatha, em 2014, por um policial militar na favela de Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro. Ao narrar sua luta para preservar a memória de Johnatha diante de tentativas de criminalização, Ana Paula evidencia como o sistema de justiça frequentemente revitimiza mães e familiares de jovens negros assassinados. O caso de Johnatha, que chegou ao Tribunal do Júri após mais de uma década e contou com produção de prova pericial independente, se desenvolve em um cenário marcado por altos índices de letalidade policial e arquivamento de investigações. Mesmo diante de decisões frustrantes, da espera angustiante e da persistente impunidade, Ana Paula segue a sua mobilização pela garantia da vida da população negra e pelo enfrentamento da violência de Estado no Brasil e é a primeira brasileira premiada com o prêmio Martin Ennals, considerado o “nobel” dos Direitos Humanos.Mais informações:Página do episódioTranscrição completa do episódioCurrículo Lattes de Camila BelisarioCurrículo Lattes de Nina ZurMúsicas Tema:“Insone”, de Projeto Onze Cordas (Abel Luiz e Rafael Mallmith)“Quilombo, Favela, Rua”, de Mano Teko part. Nelson MacaVídeos de referência: BOM DIA RIO. Tribunal do Júri decide que PM não teve intenção de matar de Johnatha em Manguinhos. Reportagem. Globoplay [Internet]. Globo Comunicação e Participações S.A.; 06 mar. 2024.CHADE, Jamil. Discurso de Ana Paula Oliveira ao receber o prêmio Martin Ennals [Reel no Instagram]. Instagram, 26 nov. 2025.EDEPE – Escola da Defensoria Pública de São Paulo. Projeto Mirante – Verdade não se cria [vídeo]. YouTube, 30 jul. 2024.Textos de referência:AGÊNCIA BRASIL. Prêmio internacional reconhece mãe de jovem morto pela polícia do Rio. Agência Brasil, 15 nov. 2025.FARIAS, Juliana. Da capa de revista ao laudo cadavérico: pesquisando casos de violência policial em favelas cariocas. In: BIRMAN, Patricia et al. (Org). Dispositivos urbanos e trama dos viventes. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015, p. 419-449. FIRMINO, Gracilene. Mães da favela: o luto que vira luta. Voz das Comunidades, Rio de Janeiro, 21 set. 2020.Mães de Manguinhos. Página no Facebook.O GLOBO. Caso Johnatha de Oliveira: vídeo em 3D remonta cena em que jovem de 19 anos é morto com tiro nas costas por PM em Manguinhos. O Globo [Internet]. 29 Jan. 2024. PROJETO MIRANTE. O projeto. Projeto Mirante [Internet]. Universidade Federal Fluminense; 2023.RAAVE. Rede de Atenção a Pessoas Afetadas pela Violência de Estado. Por verdade, memória, justiça e reparação [Internet]. Rio de Janeiro, 2025.SOARES, Anna Clara Pereira; SCHINCARIOL, Rafael L. F. C.; CAMPELLO, Ricardo Urquizas (orgs.). Perícia e Direitos Humanos: recomendações para o aperfeiçoamento da perícia criminal. São Paulo: Friedrich-Ebert-Stiftung (FES Brasil) – Instituto Vladimir Herzog, 2024.VIANNA, Adriana. Violência, Estado e Gênero: considerações sobre corpos e corpus entrecruzados. In: SOUZA LIMA, Antônio Carlos de; GARCIA-ACOSTA, Virginia (Org.). Margens da violência. Subsídios ao estudo do problema da violência nos contextos mexicanos e brasileiros. Brasília, ABA, 2014, pp.209- 237.VIANNA, Adriana; FARIAS, Juliana. A guerra das mães: dor e política em situações de violência institucional. Cadernos Pagu, n. 37, pp.79-116, 2011.Créditos de produção:Apresentação e roteiro: Camila Belisário e Nina ZurEdição de roteiro: Irene do Planalto Chemin, Mariana Pitasse e Lucía EilbaumEdição de áudio, sonoplastia e finalização: Irene Do Planalto CheminMúsica Tema: “Insone”, de Projeto Onze Cordas (Abel Luiz e Rafael Mallmith); “Quilombo, Favela, Rua”, de Mano Teko part. Nelson MacaCoordenação do podcast: Lucía Eilbaum, Irene do Planalto Chemin e Mariana PitasseIdentidade visual: Alice OhashyComunicação e divulgação: Mariana Pitasse e Samara CostaFinanciamento: Edital Pró-Humanidades do CNPq
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    43 min
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