Maternidades Ameaçadas copertina

Maternidades Ameaçadas

Maternidades Ameaçadas

Di: REMA
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Um podcast que transforma casos em causas. Histórias de mulheres, mães, lideranças, ativistas e profissionais que evidenciam a recorrência da violência, do racismo e da desigualdade, mas também da potência de se unir coletivamente em causas comuns. Produção da REMA com financiamento do CNPq.REMA Scienza Scienze sociali
  • #13 - 11 anos e uma sentença
    Feb 23 2026
    O episódio apresenta a trajetória de Ana Paula Oliveira, pedagoga e cofundadora do movimento Mães de Manguinhos, na busca por justiça após o assassinato de seu filho Johnatha, em 2014, por um policial militar na favela de Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro. Ao narrar sua luta para preservar a memória de Johnatha diante de tentativas de criminalização, Ana Paula evidencia como o sistema de justiça frequentemente revitimiza mães e familiares de jovens negros assassinados. O caso de Johnatha, que chegou ao Tribunal do Júri após mais de uma década e contou com produção de prova pericial independente, se desenvolve em um cenário marcado por altos índices de letalidade policial e arquivamento de investigações. Mesmo diante de decisões frustrantes, da espera angustiante e da persistente impunidade, Ana Paula segue a sua mobilização pela garantia da vida da população negra e pelo enfrentamento da violência de Estado no Brasil e é a primeira brasileira premiada com o prêmio Martin Ennals, considerado o “nobel” dos Direitos Humanos.Mais informações:Página do episódioTranscrição completa do episódioCurrículo Lattes de Camila BelisarioCurrículo Lattes de Nina ZurMúsicas Tema:“Insone”, de Projeto Onze Cordas (Abel Luiz e Rafael Mallmith)“Quilombo, Favela, Rua”, de Mano Teko part. Nelson MacaVídeos de referência: BOM DIA RIO. Tribunal do Júri decide que PM não teve intenção de matar de Johnatha em Manguinhos. Reportagem. Globoplay [Internet]. Globo Comunicação e Participações S.A.; 06 mar. 2024.CHADE, Jamil. Discurso de Ana Paula Oliveira ao receber o prêmio Martin Ennals [Reel no Instagram]. Instagram, 26 nov. 2025.EDEPE – Escola da Defensoria Pública de São Paulo. Projeto Mirante – Verdade não se cria [vídeo]. YouTube, 30 jul. 2024.Textos de referência:AGÊNCIA BRASIL. Prêmio internacional reconhece mãe de jovem morto pela polícia do Rio. Agência Brasil, 15 nov. 2025.FARIAS, Juliana. Da capa de revista ao laudo cadavérico: pesquisando casos de violência policial em favelas cariocas. In: BIRMAN, Patricia et al. (Org). Dispositivos urbanos e trama dos viventes. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015, p. 419-449. FIRMINO, Gracilene. Mães da favela: o luto que vira luta. Voz das Comunidades, Rio de Janeiro, 21 set. 2020.Mães de Manguinhos. Página no Facebook.O GLOBO. Caso Johnatha de Oliveira: vídeo em 3D remonta cena em que jovem de 19 anos é morto com tiro nas costas por PM em Manguinhos. O Globo [Internet]. 29 Jan. 2024. PROJETO MIRANTE. O projeto. Projeto Mirante [Internet]. Universidade Federal Fluminense; 2023.RAAVE. Rede de Atenção a Pessoas Afetadas pela Violência de Estado. Por verdade, memória, justiça e reparação [Internet]. Rio de Janeiro, 2025.SOARES, Anna Clara Pereira; SCHINCARIOL, Rafael L. F. C.; CAMPELLO, Ricardo Urquizas (orgs.). Perícia e Direitos Humanos: recomendações para o aperfeiçoamento da perícia criminal. São Paulo: Friedrich-Ebert-Stiftung (FES Brasil) – Instituto Vladimir Herzog, 2024.VIANNA, Adriana. Violência, Estado e Gênero: considerações sobre corpos e corpus entrecruzados. In: SOUZA LIMA, Antônio Carlos de; GARCIA-ACOSTA, Virginia (Org.). Margens da violência. Subsídios ao estudo do problema da violência nos contextos mexicanos e brasileiros. Brasília, ABA, 2014, pp.209- 237.VIANNA, Adriana; FARIAS, Juliana. A guerra das mães: dor e política em situações de violência institucional. Cadernos Pagu, n. 37, pp.79-116, 2011.Créditos de produção:Apresentação e roteiro: Camila Belisário e Nina ZurEdição de roteiro: Irene do Planalto Chemin, Mariana Pitasse e Lucía EilbaumEdição de áudio, sonoplastia e finalização: Irene Do Planalto CheminMúsica Tema: “Insone”, de Projeto Onze Cordas (Abel Luiz e Rafael Mallmith); “Quilombo, Favela, Rua”, de Mano Teko part. Nelson MacaCoordenação do podcast: Lucía Eilbaum, Irene do Planalto Chemin e Mariana PitasseIdentidade visual: Alice OhashyComunicação e divulgação: Mariana Pitasse e Samara CostaFinanciamento: Edital Pró-Humanidades do CNPq
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    43 min
  • #12 - Da Rede Cegonha à Rede Alyne
    Nov 27 2025

    Até hoje muita gente associa a instituição do Programa denominado “Rede Cegonha” ao movimento de humanização do parto. Mas nem todas as pessoas conhecem a trágica história de Alyne da Silva Pimentel Teixeira e a luta de sua mãe Maria de Lourdes Teixeira Pimentel, que denunciou o Estado Brasileiro, internacionalmente, por afronta à Convenção para Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher do qual é signatário.

    Convidamos uma das integrantes da coordenação central da Pesquisa Nascer no Brasil (2011 a 2012), Dra. Silvana Granado Nogueira da Gama para conversar sobre as confluências de nossas redes de pesquisas no que diz respeito às maternidades violadas.

    Mais informações:

    • Página do episódio

    • Transcrição completa do episódio

    • Currículo Lattes de Janaína Teresa Gentili

    • Currículo Lattes de Giorgia Carolina Nascimento

    • Música tema: “Quilombo, Favela, Rua”, de Mano Teko part. Nelson Maca

    • Center for Reproductive Rights

    Vídeos de referência:

    Estado brasileiro indeniza família pela morte de Alyne Pimentel. Canal Gov, 26 de mar. de 2014.

    Textos de referência:

    ARAÚJO, Janaína Teresa Gentili Ferreira de. Doular mulheres negras: uma análise das práticas de cuidado e testemunho das violências através das experiências de doulas negras do projeto Sankofa Atendimento Gestacional. 2024. 215 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.

    BENTO, Cida. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022

    SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora/Piseagrama, 2023.


    Créditos de produção:

    • Apresentação e roteiro: Janaína Teresa Gentili e Giorgia Nascimento

    • Edição de roteiro: Irene do Planalto Chemin, Mariana Pitasse e Lucía Eilbaum

    • Edição de áudio, sonoplastia e finalização: Irene Do Planalto Chemin

    • Música Tema:

    • Coordenação do podcast: Lucía Eilbaum, Irene do Planalto Chemin e Mariana Pitasse

    • Identidade visual: Alice Ohashy

    • Comunicação e divulgação: Mariana Pitasse e Samara Costa

    • Financiamento: Edital Pró-Humanidades do CNPq

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    42 min
  • #11 - Abrir a mente e cobrar direitos
    Nov 7 2025
    O episódio com Daiane Cristina Piccoli apresenta a trajetória de uma mulher que transformou a própria experiência em potência coletiva dentro da comunidade da Serrinha, em Florianópolis. Entre memórias e reflexões, Daiane narra como construiu ações de cuidado e resistência por meio da Horta Comunitária, criada com o apoio de outras mulheres, e como esse espaço se tornou um ponto de encontro, aprendizado e conscientização política. Ao longo do episódio, Daiane fala também sobre as dificuldades de sustentar projetos comunitários sem apoio governamental, as disputas territoriais que ameaçaram a horta, e o cansaço de carregar sozinha o peso de um trabalho coletivo. Entre críticas à especulação imobiliária, à omissão do poder público e à violência policial, ela reafirma seu compromisso com o território e com a produção de conhecimento nas periferias. Mãe, feminista e militante antiproibicionista, Daiane compartilha sua forma de viver o cuidado — com a comunidade, com o filho e consigo — como um gesto político e cotidiano de resistência, em meio às contradições de uma cidade desigual.Mais informações:Página do episódioTranscrição completa do episódioCurrículo Lattes de Flavia Medeiros SantosCurrículo Lattes de Giovanna Barros GomesCurrículo Lattes de Kellyn Gaiki MenegatMúsica Tema: Mulher no Mundo, de Maria TavaresPerfil no Instagram de Daiane Cristina Piccoli Textos de referência:BANDEIRA, Isadora de Assis. Cadeia, substantivo negro e feminino (ato II): entre adiantos, saudades e relações. 2021. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2021.BANDEIRA, Isadora de Assis. Cadeia, substantivo negro e feminino (ato III): "ele tá preso lá dentro, e eu tô presa aqui fora" – uma etnografia com familiares de pessoas encarceradas em tempos pandêmicos. 2024. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2024.BERCOVICH, Julia Vivanco. Mujeres del Huerto: potencialidades del Cuidado de Comunes en una Favela en Florianópolis”. 2022. Dissertação (Mestrado em Estudos Sociais Latino-Americanos) – Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO), Sede Equador, Quito, 2022.BERCOVICH, Julia Vivanco; HERRERA, Karolyna Marin; LIMA, Márcia Maria Tait. Cuidado e ecologia pelas “garotas da favela” na Horta da Serrinha, em Florianópolis. In: FÓRUM DE GÊNERO 2024, 2024, Florianópolis. Anais [...]. Florianópolis: UFSC, 2024.Outros materiais:LIDERANÇAS FEMININAS criam oportunidades para comunidades em Florianópolis: “A gente pode ser esperança de mudança”. G1 – Santa Catarina, 08 mar. 2022.Mãe se torna liderança comunitária para transformar a realidade da comunidade da Serrinha. O Tempo de Fato. Capinzal - SC, maio de 2022.Floripa remunera cidadão para cuidar da cidade. NSC Total, Florianópolis, 04 jul. 2022.Comunidade da Serrinha recebeu praça revitalizada. Pref. Mun. Florianópolis, Secretaria de Limpeza Pública, fevereiro de 2023.Conhecimento científico na periferia | Daiane Cristina Piccoli (Girls from Favela). YouTube, janeiro de 2025.Desenvolvimento de líderes comunitárias a partir das vendas do Natura Friday, novembro de 2021. Créditos de produção:Apresentação: Giovanna Barros Gomes e Kellyn Gaiki MenegatRoteiro: Flavia Medeiros Santos, Giovanna Barros Gomes e Kellyn Gaiki Menegat Edição de roteiro: Irene do Planalto Chemin, Mariana Pitasse e Lucía EilbaumEdição de áudio, sonoplastia e finalização: Irene Do Planalto CheminMúsica Tema: Mulher no Mundo, de Maria TavaresCoordenação do podcast: Lucía Eilbaum, Irene do Planalto Chemin e Mariana PitasseIdentidade visual: Alice OhashyComunicação e divulgação: Mariana Pitasse e Samara CostaFinanciamento: Edital Pró-Humanidades do CNPq
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    46 min
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