Maternidades Ameaçadas copertina

Maternidades Ameaçadas

Maternidades Ameaçadas

Di: REMA
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Um podcast que transforma casos em causas. Histórias de mulheres, mães, lideranças, ativistas e profissionais que evidenciam a recorrência da violência, do racismo e da desigualdade, mas também da potência de se unir coletivamente em causas comuns. Produção da REMA com financiamento do CNPq.REMA Scienza Scienze sociali
  • #14 - Cartas para além das grades
    Jul 2 2026
    O episódio aborda as experiências de mulheres migrantes privadas de liberdade no Brasil a partir de um elemento central de suas trajetórias: a troca de cartas com seus filhos, familiares e amigos. Por meio de relatos, cartas narradas e entrevistas com integrantes do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC) e uma mulher migrante, sobrevivente do sistema prisional brasileiro, a escrita se torna uma estratégia de resistência, cuidado e manutenção dos vínculos afetivos diante do isolamento imposto pelo cárcere.Ao discutir as barreiras linguísticas, a distância geográfica, a ausência de políticas públicas e as dificuldades para o envio e recebimento de correspondências, o episódio demonstra como o encarceramento de mulheres migrantes intensifica processos de exclusão e ruptura familiar. Neste contexto, a atuação de movimentos da sociedade civil, tal como o ITTC, se torna fundamental para a garantia de direitos, dentre eles, a mediação da comunicação entre essas mulheres e seus familiares, evidenciando que as cartas ultrapassam sua função comunicativa na medida em que se tornam instrumentos de afeto, memória e exercício da maternidade à distância.Mais informações:Página do episódioCurrículo Lattes de Kellyn Gaiki Menegat Currículo Lattes de Letícia SalesMúsica Tema: “Oh my home” entoada por uma mulher migrante que estava privada de liberdade no Brasil. Ela cantou essa música para seus filhos em uma chamada de vídeo no dia em que saiu da prisão.Textos de referência:BRASIL. Secretaria Nacional de Políticas Penais. Levantamento de Informações Penais. Gov.br [Internet]. dez. 2025.CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA; PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO. Pessoas migrantes nos sistemas penal e socioeducativo: orientações para a implementação da Resolução CNJ Nº 405/2021. Brasília: CNJ, 2022. 106 p. MENEGAT, Kellyn Gaiki & MEDEIROS, Flavia Santos. (2026). “De que adianta escrever certo se a gente nem sabe se chegou ao destino?”: cartas, afeto e política na vida de mulheres trans e travestis encarceradas em Florianópolis/SC. Revista Direito e Práxis, 17(1).INSTITUTO TERRA, TRABALHO E CIDADANIA (ITTC). 10 recomendações para atuação junto a mulheres migrantes em conflito com a lei. ITTC [Internet]. 27 mar. 2019.INSTITUTO TERRA, TRABALHO E CIDADANIA (ITTC). BOLETIM BANCO DE DADOS #2: MARCADORES SOCIAIS QUE MOSTRAM O PERFIL DAS MULHERES MIGRANTES ATENDIDAS PELO ITTC. ITTC [Internet]. 3 abr. 2023.INSTITUTO TERRA, TRABALHO E CIDADANIA (ITTC). BOLETIM #11: Migração, gênero e encarceramento: Analisando as penas de mulheres migrantes em conflito com a lei. ITTC [Internet]. 9 jun. 2021.INSTITUTO TERRA, TRABALHO E CIDADANIA (ITTC). BOLETIM #6: Maternidade no cárcere: olhando para mulheres migrantes em conflito com a lei. ITTC [Internet]. 8 mai. 2020.SALES, Letícia Mara. “Mulher-mãe-presa: Direitos e Moralidades em torno à decisão da prisão domiciliar para gestantes e lactantes presas no estado do Rio de Janeiro”. 2024. Tese (Doutorado em Antropologia) – Programa de Pós Graduação em Antropologia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2024.Créditos de produção:Apresentação e roteiro: Kellyn Gaiki Menegat e Letícia Sales Edição de roteiro: Irene do Planalto Chemin, Mariana Pitasse e Lucía EilbaumEdição de áudio, sonoplastia e finalização: Irene do Planalto CheminMúsica Tema: Coordenação do podcast: Lucía Eilbaum, Irene do Planalto Chemin e Mariana PitasseIdentidade visual: Alice OhashyComunicação e divulgação: Mariana Pitasse e Samara CostaFinanciamento: Edital Pró-Humanidades do CNPq
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    35 min
  • #13 - 11 anos e uma sentença
    Feb 23 2026
    O episódio apresenta a trajetória de Ana Paula Oliveira, pedagoga e cofundadora do movimento Mães de Manguinhos, na busca por justiça após o assassinato de seu filho Johnatha, em 2014, por um policial militar na favela de Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro. Ao narrar sua luta para preservar a memória de Johnatha diante de tentativas de criminalização, Ana Paula evidencia como o sistema de justiça frequentemente revitimiza mães e familiares de jovens negros assassinados. O caso de Johnatha, que chegou ao Tribunal do Júri após mais de uma década e contou com produção de prova pericial independente, se desenvolve em um cenário marcado por altos índices de letalidade policial e arquivamento de investigações. Mesmo diante de decisões frustrantes, da espera angustiante e da persistente impunidade, Ana Paula segue a sua mobilização pela garantia da vida da população negra e pelo enfrentamento da violência de Estado no Brasil e é a primeira brasileira premiada com o prêmio Martin Ennals, considerado o “nobel” dos Direitos Humanos.Mais informações:Página do episódioTranscrição completa do episódioCurrículo Lattes de Camila BelisarioCurrículo Lattes de Nina ZurMúsicas Tema:“Insone”, de Projeto Onze Cordas (Abel Luiz e Rafael Mallmith)“Quilombo, Favela, Rua”, de Mano Teko part. Nelson MacaVídeos de referência: BOM DIA RIO. Tribunal do Júri decide que PM não teve intenção de matar de Johnatha em Manguinhos. Reportagem. Globoplay [Internet]. Globo Comunicação e Participações S.A.; 06 mar. 2024.CHADE, Jamil. Discurso de Ana Paula Oliveira ao receber o prêmio Martin Ennals [Reel no Instagram]. Instagram, 26 nov. 2025.EDEPE – Escola da Defensoria Pública de São Paulo. Projeto Mirante – Verdade não se cria [vídeo]. YouTube, 30 jul. 2024.Textos de referência:AGÊNCIA BRASIL. Prêmio internacional reconhece mãe de jovem morto pela polícia do Rio. Agência Brasil, 15 nov. 2025.FARIAS, Juliana. Da capa de revista ao laudo cadavérico: pesquisando casos de violência policial em favelas cariocas. In: BIRMAN, Patricia et al. (Org). Dispositivos urbanos e trama dos viventes. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015, p. 419-449. FIRMINO, Gracilene. Mães da favela: o luto que vira luta. Voz das Comunidades, Rio de Janeiro, 21 set. 2020.Mães de Manguinhos. Página no Facebook.O GLOBO. Caso Johnatha de Oliveira: vídeo em 3D remonta cena em que jovem de 19 anos é morto com tiro nas costas por PM em Manguinhos. O Globo [Internet]. 29 Jan. 2024. PROJETO MIRANTE. O projeto. Projeto Mirante [Internet]. Universidade Federal Fluminense; 2023.RAAVE. Rede de Atenção a Pessoas Afetadas pela Violência de Estado. Por verdade, memória, justiça e reparação [Internet]. Rio de Janeiro, 2025.SOARES, Anna Clara Pereira; SCHINCARIOL, Rafael L. F. C.; CAMPELLO, Ricardo Urquizas (orgs.). Perícia e Direitos Humanos: recomendações para o aperfeiçoamento da perícia criminal. São Paulo: Friedrich-Ebert-Stiftung (FES Brasil) – Instituto Vladimir Herzog, 2024.VIANNA, Adriana. Violência, Estado e Gênero: considerações sobre corpos e corpus entrecruzados. In: SOUZA LIMA, Antônio Carlos de; GARCIA-ACOSTA, Virginia (Org.). Margens da violência. Subsídios ao estudo do problema da violência nos contextos mexicanos e brasileiros. Brasília, ABA, 2014, pp.209- 237.VIANNA, Adriana; FARIAS, Juliana. A guerra das mães: dor e política em situações de violência institucional. Cadernos Pagu, n. 37, pp.79-116, 2011.Créditos de produção:Apresentação e roteiro: Camila Belisário e Nina ZurEdição de roteiro: Irene do Planalto Chemin, Mariana Pitasse e Lucía EilbaumEdição de áudio, sonoplastia e finalização: Irene Do Planalto CheminMúsica Tema: “Insone”, de Projeto Onze Cordas (Abel Luiz e Rafael Mallmith); “Quilombo, Favela, Rua”, de Mano Teko part. Nelson MacaCoordenação do podcast: Lucía Eilbaum, Irene do Planalto Chemin e Mariana PitasseIdentidade visual: Alice OhashyComunicação e divulgação: Mariana Pitasse e Samara CostaFinanciamento: Edital Pró-Humanidades do CNPq
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    43 min
  • #12 - Da Rede Cegonha à Rede Alyne
    Nov 27 2025

    Até hoje muita gente associa a instituição do Programa denominado “Rede Cegonha” ao movimento de humanização do parto. Mas nem todas as pessoas conhecem a trágica história de Alyne da Silva Pimentel Teixeira e a luta de sua mãe Maria de Lourdes Teixeira Pimentel, que denunciou o Estado Brasileiro, internacionalmente, por afronta à Convenção para Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher do qual é signatário.

    Convidamos uma das integrantes da coordenação central da Pesquisa Nascer no Brasil (2011 a 2012), Dra. Silvana Granado Nogueira da Gama para conversar sobre as confluências de nossas redes de pesquisas no que diz respeito às maternidades violadas.

    Mais informações:

    • Página do episódio

    • Transcrição completa do episódio

    • Currículo Lattes de Janaína Teresa Gentili

    • Currículo Lattes de Giorgia Carolina Nascimento

    • Música tema: “Quilombo, Favela, Rua”, de Mano Teko part. Nelson Maca

    • Center for Reproductive Rights

    Vídeos de referência:

    Estado brasileiro indeniza família pela morte de Alyne Pimentel. Canal Gov, 26 de mar. de 2014.

    Textos de referência:

    ARAÚJO, Janaína Teresa Gentili Ferreira de. Doular mulheres negras: uma análise das práticas de cuidado e testemunho das violências através das experiências de doulas negras do projeto Sankofa Atendimento Gestacional. 2024. 215 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.

    BENTO, Cida. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022

    SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora/Piseagrama, 2023.


    Créditos de produção:

    • Apresentação e roteiro: Janaína Teresa Gentili e Giorgia Nascimento

    • Edição de roteiro: Irene do Planalto Chemin, Mariana Pitasse e Lucía Eilbaum

    • Edição de áudio, sonoplastia e finalização: Irene Do Planalto Chemin

    • Música Tema:

    • Coordenação do podcast: Lucía Eilbaum, Irene do Planalto Chemin e Mariana Pitasse

    • Identidade visual: Alice Ohashy

    • Comunicação e divulgação: Mariana Pitasse e Samara Costa

    • Financiamento: Edital Pró-Humanidades do CNPq

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    42 min
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