Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital copertina

Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital

Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital

Di: Miss Lolita von Tease
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3 mesi a soli 0,99 €/mese

Dopo 3 mesi, 9,99 €/mese. Si applicano termini e condizioni.

A proposito di questo titolo

Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital é um podcast criado por Miss Lolita Von Tease em 2019, sobre o Amor e o online dating. Aqui fala-se sobre o Amor, o online dating e o casamento entre estas duas variáveis. As conversas costumavam acontecer com o seu parceiro Mr. António McFlirty, mas a pandemia veio separar este casal (de amigos) e na 2.ª temporada Miss Lolita Von Tease juntou-se a Miss Carolina von Sweet Trap para falar mal dos homens! Na 3.ª temporada Miss Lolita Von Tease decidiu convidar o Sargent Picky para trazer uma perspetiva nova sobre o mundo do online dating.Miss Lolita von Tease Scienze sociali
  • T3. E5. Entre Swipes, Mágoas, Feridas e Cicatrizes
    Jan 2 2026

    O que é que as setas do Cupido e a cadeira de escritório da Miss Lolita têm em comum? A resposta está no quinto episódio do Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital, onde falamos das mágoas, feridas e cicatrizes emocionais que o online dating vai deixando pelo caminho. A grande questão é: vamos curar feridas… ou pôr o dedo na ferida?

    Quando cerca de 80% dos utilizadores de dating apps entre os 18 e os 33 anos já experienciaram ghosting pelo menos uma vez (Plenty of Fish, 2016), é inevitável perguntar: será que mudamos quem somos — ou a forma como nos apresentamos — depois de algum tempo nas apps? As nossas bios refletem defesa, consciência ou medo? Sabemos, de facto, definir limites claros nas relações que criamos?

    Para nos ajudar a responder a estas perguntas, convidámos o psicoterapeuta João Delicado, que nos guia pelas zonas mais sombrias e sensíveis que transportamos connosco: o que projetamos nos outros, que limites impomos (ou não!) e porque é que a rejeição nos magoa tanto. Revisitamos também os tempos da pandemia e refletimos sobre como a solidão se pode tornar um vício, mas também como a dor emocional pode ser um sinal do que ainda precisa de ser curado. Discutimos se o ghosting é apenas um reflexo da liquidez das relações ou uma estratégia de autorregulação num mundo saturado de estímulos e comunicações constantes. Será ausência de empatia, rebeldia face ao imediatismo ou simples incapacidade de lidar com o desconforto de dizer “não”? Falamos ainda de comunicação indireta, comportamentos infantis e da confusão emocional que surge quando falta autenticidade, porque sem autenticidade não há intimidade, nem verdadeira nutrição afetiva. Questionamos ainda o impacto da validação externa: será que o nosso valor muda com o número de likes e matches? Ou estamos só dependentes de validação externa e presos numa perigosa montanha-russa de autoestima que nos gera ansiedade e instabilidade emocional?

    Terminamos com uma nota de esperança: é possível sarar feridas e avançar. A dor mostra-nos o que precisa de ser revisto para não repetirmos padrões com pessoas diferentes na mesma personagem. Ficam os 3 R’s da ecologia interna: Respirar, para voltar ao corpo; Reconhecer, emoções e histórias por resolver; e Regular, emocionalmente, com pessoas seguras. Porque o amor não é um sentimento — é um processo. E cada relação merece um mapa novo, percorrido a dois. Talvez a melhor bússola seja simples: gostamos da pessoa que nos tornamos dentro daquela relação?

    Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.


    Séries Mencionadas:

    Please Like Me – Prime Video

    Jigsaw – Daniel Sloss

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    49 min
  • T3. E4. O Homem Que Mordeu o Tinder
    Nov 21 2025

    Se este episódio tivesse um aviso de segurança, seria simples: risco elevado de gargalhada súbita e possibilidade real de aumento de esperança no amor ou pelo menos, no entretenimento que ele gera. Consumir sem moderação — mas idealmente num local onde não te importes de rir alto.

    Desta vez convidámos um humorista - o Luís Cruz - para abrir connosco as portas da galeria dos horrores das bios do online dating: um museu vivo que mistura dentições completas, pés e cabeças desproporcionais, membros “graciosamente esculpidos”, agricultoras do Farmville, clichés sem vírgulas, mummy e daddy issues em esteróides, e até gatas que praticam o “miau”. Chamámos-lhe uma checklist de recrutamento no LinkedIn do amor, mas é mais um grito de socorro coletivo.

    Entre Hi5, MSN Messenger, Sony Ericssons e Nokias 3310, revisitámos o passado para perceber porque é que o presente continua a ser… isto! D’O Sexo e a Cidade ao “Onde Está o Wally?”, passando por Jude Law, Guilherme Geirinhas e o Alta Definição, descobrimos que a única coisa que não mudou foi a criatividade duvidosa na hora de nos apresentarmos nas apps.

    Falámos do ghosting - que sempre existiu, só que antes chamava-se “saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou” -, do novo namorado da Miss Lolita que surgiu misteriosamente do Instagram — prova de que quando há interesse, até o algoritmo se esforça! — e da importância vital de saber onde estão as facas de cozinha (não perguntem, só oiçam!). Discutimos ainda a vantagem inesperada de Portugal não ter TGV, como fazer perfis em época eleitoral pode render votos e apresentamos a nova app Be.ber, cujo lema é simples: “nenhuma boa história começou a seco”. Ciência pura!

    Jogámos ao Duas Verdades e Um Swipe e tivemos babysitting de mães, assaltos à mão armada, jantares com copos suspeitos e a crise da habitação a garantir que dates terminem com… pais a apanhar-te. Chamemos-lhe romance contemporâneo.

    Entre traumas, estagiárias, confissões do Luís e bios tão surreais que deviam pagar renda, concluímos que as apps de dating dão material para stand-up — e Portugal dá o resto: é só deixarem o Luís responder! No fim, sobra só uma verdade universal: mais vale rir para não chorar. E, por favor, usem o ChatGPT para escrever bios decentes. O mundo agradece e as pessoas que estão no online dating também!

    Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.

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    54 min
  • T3. E3. Entre o Romeu e o Swipe
    Nov 7 2025
    No terceiro episódio desta temporada perguntamos: ainda há espaço para o amor romântico num mundo dominado por algoritmos e swipes? Numa altura em que os algoritmos decidem quem vemos ou não nas apps, a ideia de alma gémea ainda faz sentido ou estamos a viver um novo paradigma amoroso?Para responder a estas e outras perguntas e conversar sobre o ideal do amor em tempos de love on demand, convidámos um dos maiores românticos em Portugal – Pedro Rodrigues – para nos ajudar a debater se o amor romântico ainda existe ou se estamos apenas a viver uma versão digitalmente editada dele.Segundo a pesquisa The Green Flags Study feita pelo próprio Tinder (2024), 68% das mulheres e 53% dos homens solteiros entre os 18 e os 34 anos, dizem querer uma relação romântica. No entanto, 94% das mulheres e 91% dos homens admitem que o panorama atual dos encontros é mais difícil do que nunca. Numa altura em que o estado do mundo parece menos previsível e menos seguro do que no passado, será que esta falta de previsibilidade e segurança resulta numa maior necessidade de encontrar um parceiro ou numa maior hesitação em tomar decisões e assumir compromissos?Entre dados, filosofia e desilusões, tentamos perceber se a ideia platónica da alma gémea ainda sobrevive. Será que é possível ser-se romântico sem se ser um clichê? E será que as apps de online dating podem ser um bom paliativo para um coração partido? Num episódio recheado de romance percebemos que este conceito está cada vez mais idealizado e falamos do impacto das apps nas nossas projeções, da diferença entre amor e codependência e de como a quantidade - de matches, opções e estímulos - pode estar a matar o encanto da descoberta.Num momento em que vivemos entre o ideal do amor romântico e o love on demand, quisemos perceber qual é afinal o meio-termo entre o amor épico dos filmes e os encontros rápidos e descartáveis das apps, enquanto tentámos encontrar uma possibilidade de reconciliação em que a procura do amor se torna ela própria uma forma de resistência amorosa. Num tempo em que basta um swipe para encontrar o amor e outro para o apagar, a promessa do amor romântico parece ser ainda difícil de abandonar, levando-nos a questionar se esta ideia será mesmo saudável e até que ponto as nossas projeções matam as relações.Terminámos esta conversa a perceber que estamos todos um bocadinho viciados nisto do amor, que os nossos Greatest Hits amorosos não são diários – nem devem ser! – e de como é que a banalidade e a rotina do dia-a-dia representam, elas próprias, o ideal do amor. Afinal de contas, são os pequenos gestos que nos trazem a felicidade que tanto desejamos. Discutimos ainda o papel da literatura e da cultura pop na perpetuação do mito do “felizes para sempre”, e refletimos sobre como é que demonstrar interesse e disponibilidade é o novo desafio do amor num tempo de dating apps.Se alguma vez sentiste que és o único romântico vivo que ainda acredita no amor, este episódio é aquilo que precisas de ouvir. Acompanha a Miss Lolita von Tease, o Sargent Picky e o Pedro Rodrigues nesta conversa sobre vulnerabilidade, idealismo e a difícil arte de amar no século XXI num mundo que não se divide entre o amor romântico ou o amor por encomenda.Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.Livros Mencionados:Pessoas Normais - Sally RooneyTaludes Instáveis - José Carlos Barros
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    37 min
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