Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital copertina

Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital

Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital

Di: Miss Lolita von Tease
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A proposito di questo titolo

Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital é um podcast criado por Miss Lolita Von Tease em 2019, sobre o Amor e o online dating. Aqui fala-se sobre o Amor, o online dating e o casamento entre estas duas variáveis. As conversas costumavam acontecer com o seu parceiro Mr. António McFlirty, mas a pandemia veio separar este casal (de amigos) e na 2.ª temporada Miss Lolita Von Tease juntou-se a Miss Carolina von Sweet Trap para falar mal dos homens! Na 3.ª temporada Miss Lolita Von Tease decidiu convidar o Sargent Picky para trazer uma perspetiva nova sobre o mundo do online dating.Miss Lolita von Tease Scienze sociali
  • T3. E8. Erotismo em Tempo de Swipes
    Apr 10 2026

    Onde fica o erotismo no meio dos swipes? Estaremos mais próximos do prazer ou apenas mais distraídos dele? Neste episódio do Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital, mergulhamos numa das dimensões mais íntimas e mais transformadas pelo online dating: o desejo.

    Os números mostram que o corpo entrou mais cedo em cena. Entre 2022 e 2023, 52% das pessoas entre os 20 e os 39 anos conheceram o parceiro através de apps, e 38% tiveram sexo no primeiro encontro (Choosi Swipe Right Modern Dating Report, 2023), uma percentagem muito acima dos encontros offline. Em França, mais de metade dos casais que se conhecem online iniciam relações sexuais antes de um mês (Bergström, 2022). O tempo do desejo acelerou. Mas será que aprofundou… ou apenas encurtou o caminho?

    Falamos do chamado online dating effect: relações que começam mais rápido, mais intensas, mas também mais instáveis. Ainda assim, as apps abriram portas a novas formas de explorar o erotismo, especialmente para quem sempre esteve fora dos espaços tradicionais. Mas, no meio de nudes, emojis sugestivos e validação constante, perguntamos: o corpo está mais presente… ou mais ausente?

    O nosso convidado, Rui Simas, ajuda-nos a revisitar os primórdios do online dating — do mIRC ao teletexto — e explora connosco como o desejo se adaptou ao digital. Entre Instagram, LinkedIn e Tinder, percebemos que tudo pode ser um espaço de encontro desde que haja intenção! Mas também refletimos sobre a pressão de “ir à caça”, as estratégias artificiais, os jogos emocionais e a forma como transformámos o dating num verdadeiro campo de minas e armadilhas. Num mundo onde vemos mais corpos do que nunca, na maior parte das vezes antes sequer de os tocar, será que estamos a perder o mistério? E quando a imagem substitui a experiência, o que acontece ao desejo? Falamos de comparação, de expectativas irreais, da influência da Inteligência Artificial e da dificuldade crescente em habitar o corpo real. Discutimos ainda consentimento no digital, dick pics, sexo falocêntrico, propostas diretas e a linha ténue entre desejo e saturação. Será isto liberdade… ou simplificação? Estaremos mais focados em sermos desejados do que em desejar?

    No fim, fica a pergunta: num mundo que desliza tudo, incluindo o desejo, ainda sabemos demorar? Porque talvez o erotismo não esteja no match… mas no espaço entre a espera e o toque do outro.

    Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.

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    43 min
  • T3. E7. Porque o Amor é uma Arte
    Feb 6 2026

    Fernando Pessoa já morreu, mas as cartas de amor continuam bem vivas e tão ridículas, intensas e vulneráveis como sempre. É a partir deste ponto que começa este episódio: entre o amor escrito à mão e o amor deslizado no ecrã; entre envelopes que atravessaram guerras e oceanos e mensagens instantâneas que chegam em segundos… Ou nunca chegam! Este é também, curiosamente, um caso de sucesso no Tinder, da artista Ana Vieira de Castro.

    Neste episódio falamos do que acontece quando o amor acaba. Do que fazer com um coração partido. Do vazio que fica depois de um final. Ignora-se? Preenche-se com distrações? Apaga-se? Ou transforma-se? Num país onde, só em 2023, 58% dos casamentos terminaram em divórcio, colocando Portugal no top 10 da União Europeia (Eurostat, 2023), percebemos que a dor do fim é mais comum do que gostamos de admitir — mesmo que continuemos a tratá-la como um fracasso individual.

    Os dados mostram que, após uma rutura, 55% das pessoas refugiam-se na música, 41% na arte, nos livros ou na escrita e 33% iniciam um novo hobby criativo (Eharmony, 2023). É aqui que entra a história que nos traz hoje: a de uma mulher que, com o coração partido, não apagou o Tinder. Não o usou para esquecer, nem para anestesiar a dor ou colecionar substitutos. Usou-o para olhar. Para ver e ser vista. Transformou a dor em arte e a arte em processo terapêutico.

    A partir de um projeto fotográfico desenvolvido ao longo de um ano, questionamos se o sucesso no amor é um destino… ou uma prática? Se amar bem não será mais parecido com criar: cheio de falhas, revisões, camadas e rasuras, mas feito de intenção e presença. Falamos da diferença entre os ritmos do amor antigo e do amor digital, do tempo que dávamos ao sentimento para se processar e da ansiedade contemporânea em torno da resposta imediata. O que se perdeu? O que se ganhou? Ainda se escreve com o coração?

    Debatemos várias definições de amor: companheirismo, crescimento, perdão com limites, quotidiano; a idealização da pessoa perfeita; a crença na alma gémea entre os mais novos e a convicção dos mais velhos de que o amor se constrói. Percebemos que a maioria das pessoas entra no online dating sem saber o que procura e só pensa nisso depois, muitas vezes à custa do outro. Falamos do uso das apps como máscara para a solidão, da dificuldade (sobretudo masculina!) em falar de emoções fora do digital e da surpresa que é alguém perguntar, num match: “O que é o amor para ti?

    Terminamos com uma ideia simples e radical: não há prazo de validade para recomeçar. Não precisamos de estar inteiros para amar, nem certos para acertar. Às vezes, basta estar presente, com a dor, o desejo, connosco e com o outro. Talvez o amor não seja um sucesso que se atinge, mas um gesto que se escolhe repetir. Com intenção. Dia após dia. Camada sobre camada. Porque o amor pode não vir pronto… Mas pode sempre ser criado.


    Projeto:

    Memories Lost in Time and Space

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    40 min
  • T3. E6. Procurar – Swipar – Acertar
    Jan 24 2026
    Esta semana o Tinderella: O Amor nos Tempos do Digital transforma-se, literalmente, numa sessão de terapia em horário nobre. A convidada é nada mais nada menos do que, Andreia Silva Santos, a psicóloga da Miss Lolita, numa espécie de consulta aberta, gratuita e pública, para nosso benefício coletivo. Porque se há coisa que o online dating nos tem dado, além de matches duvidosos, são feridas emocionais que pedem muita terapia!Neste episódio falamos da perda ambivalente e de luto congelado: aquelas relações que acabam sem nunca acabar, sem um fim claro, deixando-nos suspensos, ansiosos e emocionalmente desregulados, incapazes de fechar ciclos. Num contexto em que a dating fatigue atinge níveis históricos — com 80% das mulheres e 74% dos homens a reportarem exaustão causada por superficialidade, ghosting, perfis falsos e conversas vazias (Forbes, 2024) questionamos se as apps ainda cumprem a promessa de abundância ou se, paradoxalmente, nos deixaram mais sós?Discutimos como o número de pessoas nas apps raramente se traduz em ligações reais e como conhecer alguém online é muitas vezes como comprar roupa pela internet: parece ótimo na fotografia, até experimentarmos e percebermos que não assenta em nós. Falamos da gamificação das apps, da procura constante por algo “melhor” e da dificuldade em escolher porque decidir implica sempre perder. Exploramos também a confusão entre amor próprio e evitamento relacional, a solidão como castigo autoimposto e o uso das apps como estratégia para anestesiar emoções desconfortáveis ou validarmo-nos após uma rejeição. Questionamos o que trazemos de inconsciente para as relações, os papéis de género herdados da Disney, a dança entre estilos de vinculação ansioso e evitativo, e se estamos a curar feridas… ou apenas a cristalizá-las?Acabamos a falar de energia feminina e masculina, da competição que substituiu a cooperação, do amor como vício, da espera eterna pelo príncipe encantado e da dificuldade em largar a idealização. Pelo meio, confirmamos que ninguém sai ileso da vida, que desejar o amor é sinal de saúde mental e que atividades e hobbies continuam a ser uma das formas mais saudáveis de conhecer pessoas. A reflexão final e essencial é: ligamo-nos ao outro a partir da nossa criança ferida ou do nosso adulto disponível? Porque amar não é evitar a solidão, é escolher companhia. E isso exige honestidade, tempo e coragem para completar ciclos antes de começar novos.Este podcast foi produzido com o apoio da Rádio Metropolitana do Porto, consultoria técnica de Rita Sepúlveda, a edição é de Ana Azevedo, o design e logótipo de Joana Lírio e voz de Pedro Cadavez.Livros e Ted Talk Mencionados:Ligados – Dr. Amir Levine e Rachel HellerApontamos ao Amor e Acertamos na Solidão – Ana SuyMais Amor, Menos Doença – António Coimbra MatosHow longing keeps us from healthy relationships - Amanda McCracken
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    49 min
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