Episodi

  • O explorador que percorreu a Gronelândia a pé, ganhou o prémio Nobel da Paz e criou um passaporte humanitário: Fridtjof Nansen
    Jan 22 2026

    O que liga a Gronelândia, o Prémio Nobel da Paz, a Liga das Nações para os Refugiados e Calouste Gulbenkian, o maior mecenas cultural do nosso país? A resposta é Fridtjof Nansen, o explorador do Ártico que teve a audácia de trilhar o pioneiro caminho por terra pela calota glacial da Gronelândia, em 1888, até à actual cidade de Nuuk. Unindo o seu conhecimento científico em zoologia com desenvolvimentos técnicos para enfrentar as condições mais inóspitas, Nansen explorou o território do Ártico gelado.​

    Mas além de explorador, na vida de Nansen couberam muitas vidas. Dedicou-se à zoologia, desenvolveu equipamentos modernos que permitiram outras expedições, e foi nomeado Alto Comissário da Liga das Nações após a Segunda Guerra Mundial, onde criou o Passaporte Nansen, gesto humanitário que beneficiou Calouste Gulbenkian e salvou 450 mil apátridas.​

    Mas afinal, em que medida tudo isto se relaciona com o verdadeiro espírito do tão falado e recentemente cobiçado Prémio Nobel da Paz?

    Hoje Rui Tavares leva-nos a conhecer a maravilhosa vida de Fridtjof Nansen, cuja imaginação, técnica, coragem e humanismo nos deve inspirar e dar esperança.

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    21 min
  • Almanaque A Batalha para 1926: uma viagem até ao ano em que tudo muda
    Jan 15 2026

    Ao entrar no ano novo, A Batalha, jornal do movimento operário anarcossindicalista, apresentava aos leitores uma novidade: o Almanaque para 1926.

    Fundado em 1919 pela União Operária Nacional, A Batalha era já, em 1926, um diário de referência. Ao invés de mera publicação doutrinária, Alexandre Vieira, o seu primeiro diretor, idealizara um jornal capaz de ocupar espaço na imprensa periódica nacional e participar activamente no debate político. Assim, conjugava textos ideológicos com temáticas diversas, competindo nas bancas com comerciais como Diário de Notícias ou O Século.

    A partir do Almanaque, distribuído gratuitamente no início de 1926, Rui Tavares acompanha o início da história deste jornal, e reflecte sobre o papel político do anarcossindicalismo e do movimento operário durante a Primeira República.

    O Almanaque, como é da sua natureza, apontava a previsibilidade do tempo: efemérides do calendário, ciclo das estações, marés e fases da Lua. Não podia prever, contudo, a mais impactante efeméride do ano: o dia 28 de maio, quando a República chegava ao fim e o tempo histórico tomava novo rumo.

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    31 min
  • Os 100 anos da queda de Alves Reis: de falsário impenitente a cristão renascido
    Jan 8 2026

    Por onde anda Alves dos Reis? Como terminou a saga da maior burla de que há memória no país? Rui Tavares regressa a 1926 para nos contar a história da prisão do homem que burlou aproximadamente 1% do PIB português e que se tornou num cristão renascido

    A história entretanto interrompida, é agora retomada para conhecermos finalmente o seu desfecho. Às portas de 1926, esse ano em que tudo mudaria, há exactamente 100 anos, alguém deteta uma incongruência: duas notas com o mesmo número de série. É o fio da meada que permite começar a compreender o que provocara o enorme desequilíbrio no sistema financeiro português e a misteriosa crise inflacionária.

    Preso em Dezembro de 1925, Alves dos Reis não desiste de provar a sua inocência. Em 1930, já o golpe militar de 28 de Maio de 1926 derrubara a República e o Estado mudara de direção – com Salazar no Ministério das Finanças desde 1928 –, ainda Alves dos Reis tentava a partir da prisão provar a sua inocência. Neste episódio, Rui Tavares retoma a saga de Alves dos Reis e o seu papel na descredibilização do sistema político e financeiro que faria ruir a, já em crise, democracia portuguesa. Afinal, o que podia o vilão desta história alegar em sua defesa?

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    23 min
  • Os mais ouvidos de 2025: De “Pulp Fiction” a Santo Agostinho
    Jan 1 2026

    No primeiro episódio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares propõe uma viagem errante no tempo e na geografia ao encontro de pessoas cujas vidas se desencontraram por dois milénios mas que estão ligadas pela música. Do filme “Pulp Fiction” até à Grécia Antiga há muita história que se liga pela linguagem. Recorde este primeiro episódio do podcast Tempo ao Tempo.

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    37 min
  • Os mais ouvidos de 2025: Crimeia, a guerra esquecida
    Dec 25 2025

    Recorde o episódio em que Rui Tavares nos leva até 1852 e à guerra da Crimeia, para constatar que não há factos irrelevantes.

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    38 min
  • O primeiro Natal em ditadura e um fado de Alfredo Marceneiro: bem-vindos a uma feia noite de Natal
    Dec 18 2025

    No ano de 1924, Alfredo Marceneiro conquista pela primeira vez o primeiro lugar num concurso de fados. “Remorso”, o fado com letra de Linhares Barbosa que interpretou, dá voz a alguém que se consome de culpa, sozinho, numa noite de Natal. Dois anos depois, esse fado, entretanto celebrado por toda a cidade, parece ter adivinhado o crime passional que iria prender a atenção do país.

    O que terá prenunciado, afinal, o fado de Marceneiro? Que força tinha a música popular dos anos 20 do século XX, e como circulava entre o teatro de revista, os novos discos de 78 rotações e as partituras vendidas em banca? Neste episódio envolvente, Rui Tavares guia-nos pelas sombrias ruas do Bairro Alto, da Mouraria e do Intendente, mergulha na terrorífica Noite Sangrenta de 1921, entra nos teatros cheios de luz onde Lisboa se divertia em plena crise política e conduz-nos, passo a passo, até à história de um crime amoroso que de tão inesperado e chocante, desviou o olhar coletivo da ditadura que se instalava com o golpe de Estado de 28 de maio de 1926.

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    37 min
  • O que faz um padre português no romance “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas?
    Dec 12 2025

    O que faz um padre português no romance O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas? Será mera fantasia do autor ou eco de uma personagem histórica concreta? E, a existir, quem foi ele e como ali foi parar?

    Neste episódio, Rui Tavares apresenta a singular vida de José Custódio de Faria, um filho do terramoto de 1755. Goês de origem, deixou Goa e passou por Roma, Lisboa e Paris, ordenando‑se sacerdote em Roma e ficando conhecido como o Abade Faria, o tal padre português de Alexandre Dumas. A sua fama, porém, não veio da vida de sacerdócio, mas do engenho com que se dedicou ao hipnotismo e se tornou um dos pioneiros da hipnose moderna.

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    29 min
  • Juan Pujol Garcia: o espião que enganou os Nazis sobre o desembarque na Normandia
    Dec 4 2025

    Há, na história, pequenas histórias de mulheres e homens que já não guardamos memória. Viveram o seu tempo sem que as suas biografias ganhassem o relevo que a história premeia ao ser contada. Ainda assim, esses sujeitos da história votados ao anonimato, intervieram decisivamente no curso de acontecimentos impactantes, nos momentos em que a história deu as suas guinadas, mudou de rumo e abriu caminhos que ainda hoje nos alcançam.

    Conhecemos bem alguns desses acontecimentos, e de alguns fomos até espectadores. Mas, por detrás dos protagonistas que reconhecemos como centrais – políticos, cientistas, teóricos, entre outros – quantas mulheres e quantos homens terão tido um papel determinante e decisivo?

    Neste episódio, vamos seguir os passos de Juan Pujol Garcia, o espião que passou por Portugal durante a Segunda Guerra Mundial, e espreitar os bastidores dos bastidores do dia 6 de junho de 1944, o dia em que as tropas aliadas desembarcaram na Normandia. Qual o papel de Pujol neste dia em que a história ganhou um pequeno recomeço?

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    16 min