Episodi

  • Tabernas e cafés históricos de Lisboa
    May 15 2026

    Tabernas, vendas, casas de pasto e cafés desempenham um papel importante na revolução do chamado espaço público que se opera em Lisboa e na Europa ocidental a partir do séc. XVIII. Cada um com as suas regras, clientelas e produtos, eram poiso para oposicionistas, intelectuais, ou apenas para o simples cidadão anónimo.

    Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a historiadora Marisa Alexandre Lousada sobre a Europa dos últimos 300 anos e o mundo das tabernas e dos cafés históricos de Lisboa.

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    57 min
  • Qual é a próxima história de Lisboa? O que se comia e bebia nas tabernas e nos cafés históricos de Lisboa
    May 8 2026

    No próximo episódio de 'Histórias de Lisboa', vamos saber o que se comia e o que se bebia na Lisboa dos últimos 300 anos e como o mundo das tabernas e das casas de pasto conviveu com os botequins e os cafés mais finos (e vigiados) da cidade, espaços de convívio, subversão e sociabilidade.

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    3 min
  • O Primeiro 1º de Maio
    May 1 2026

    O Primeiro de maio de 1974 é, para muitos, a primeira e inesquecível manifestação pública, coletiva e popular da liberdade inaugurada pela revolução do 25 de abril. Mas a primeira celebração do dia internacional pela luta dos direitos dos trabalhadores começou a realizar-se, em Lisboa, logo em 1890, ao mesmo tempo que muitas outras grandes cidades do mundo adotavam a resolução do Congresso Internacional de Paris de 1889.

    A data visava trazer á memória os acontecimentos da revolta de Haymarket, ocorrida 3 anos antes, em que uma greve geral em luta pelos 8 horas de trabalho diário resultou na morte, e posterior enforcamento, dos chamados ‘mártires de Chicago’.

    Perante a desconfiança das autoridades políticas e policiais da época, o primeiro dia de maio de 1890 contou com a presença de um verdadeiro “exército operário”, uma imensa população de lisboetas, alguns recém-chegados de outras zonas do País, que vivia amontoada em pátios e vilas operárias sem quaisquer condições de salubridade. O cortejo de 1 de maio de 1890 reuniu-se na então recém inaugurada praça dos Restauradores e percorreu algumas das principais avenidas da capital – desde logo, a da Liberdade – território por excelência da Lisboa burguesa, em direção ao insólito destino do cemitério dos Prazeres, para homenagear o 'apostolo' José Fontana, falecido em 1876.

    Entre as reivindicações estavam a redução de horários de trabalho (que chegavam, por vezes, às 14 ou mesmo 16 horas de trabalho), e a exigência de uma legislação laboral, que disciplinasse o trabalho noturno, feminino e dos menores.

    Pela primeira vez, a população operária de Lisboa era vista e escutada, de forma organizada, numa festa de “luta e de luto”, que ao longo das décadas seguintes teve altos e baixos, mas que nem os 48 anos de ditadura, instituída em 1926 – há exatamente 100 anos –, e depois o Estado Novo, conseguiriam, na totalidade, silenciar.

    Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a investigadora Ana Alcântara sobre o primeiro Primeiro de maio da História.

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    1 ora e 7 min
  • Qual é a próxima história de Lisboa? As celebrações proibidas do Dia do Trabalhador
    Apr 24 2026

    No próximo episódio de 'Histórias de Lisboa', vamos conhecer os primórdios dos movimentos e dos conflitos sociais da capital: a luta por melhores condições de vida e de salário, a situação miserável em que vivia grande parte da população lisboeta na segunda metade do século XIX e as celebrações, durante muito tempo proibidas, do Dia do Trabalhador.

    Vamos percorrer os caminhos da Lisboa operária desde as primeiras celebrações do 1º de maio na capital até ao longo inverno das liberdades, depois do 28 de maio de 1926, há exatamente 100 anos.

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    2 min
  • O Cais do Sodré
    Apr 17 2026

    Diz-se do caos que é uma ordem por decifrar. E diz quem conhece o Cais do Sodré que este verdadeiro caos possui, no entanto, uma ordem própria e que ela ajuda a explicar séculos na vida da cidade.

    Nas margens do rio, da lei e das muralhas, já foi chamado de cata que farás, remolares, foi casa para um famoso relógio de sol, substituído, após a Guerra Civil, pela estátua do duque que entrou vitorioso pela cidade no dia 24 de julho, como a Avenida que ao Cais conduz.

    Pintaram-lhe na rua uma tonalidade cor de rosa, mas o 'caixodré', como é chamado pelos lisboetas, possui tantas cores quantas as que cabem no mundo, que lhe aporta ao Cais: desde os dias de Gil Vicente ou do Vicente Sodré, o homem que lhe deu o nome, até às noites, metafóricas como as ditaduras, ou literais, na liberdade de dançar do Tokyo ao Roterdão, do Musicbox ao Jamaica.

    Neste episódio de Histórias de Lisboa, vamos embarcar numa viagem à volta do mundo, sem nunca largar o cais, e mergulhar no submundo do caos de Lisboa: o Cais de Sodré.

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    1 ora e 1 min
  • Qual é a próxima história de Lisboa? O cata que farás ou, como é mais conhecido, o 'caixodré'
    Apr 10 2026

    No próximo episódio de Histórias de Lisboa, vamos falar de um bairro que é muito mais do que dizem que ele é. Sítio triplamente marginal - existe nas margens do rio, da lei e das muralhas da cidade - o Cais do Sodré já foi chamado de muitos outros nomes: cata que farás, remolares, praça duque da terceira e ultimamente rua cor de rosa. Mas este pedaço de terra que rodeia o cais é casa para infinitas historias.

    Dia 17 de abril, não perca esta viagem ao submundo do caos de Lisboa, o Cais de Sodré.

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    2 min
  • O Teatro Romano de Lisboa
    Apr 3 2026

    A meio caminho entre a colina do Castelo de São Jorge, em Lisboa e o rio Tejo existe um monumento gigantesco e de importância excecional do qual poucas pessoas ouviram falar (e menos ainda visitaram).

    O teatro romano de Olissipo foi mandado construir, há cerca de 2 mil anos por um império em afirmação e crescimento que, há 2 mil anos, se estendia, a norte, das florestas da Germânia até, a sul, às costas mediterrânicas do norte de áfrica; dos confins do atual Médio Oriente até, precisamente, ao extremo mais ocidental da Europa.

    Quem ousasse passar de barco ao largo de Olissipo, no início deste Era, não poderia ter dúvidas de que aquela era terra do Império, ao ver, a meio da colina, o edifício do monumental teatro. Nele, chegaram a caber mais de 4 mil espectadores (hoje o maior teatro de Lisboa terá pouco mais de 1000 lugares), e foi palco para alguns dos mais importantes acontecimentos da cidade: teatrais mas também políticos, religiosos e rituais.

    Mas, numa importante lição da História de que a glória é sempre passageira, o gigante da colina de Olissipo desapareceu com as ruínas do Império. Assim permaneceu esquecido, durante séculos, por debaixo das pedras da cidade até que o terramoto de 1755 -- e a reconstrução da cidade – o trouxeram de novo à luz do dia, numa obra de resgate da memória que, apesar de tudo, continua por terminar.

    Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, um pouco mais comprido do que é habitual, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o arqueóloga Lídia Fernandes, coordenadora do Museu do Teatro Romano, sobre o monumento que é um “gigante adormecido” na colina do Castelo de Lisboa.

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    57 min
  • Qual é a próxima História de Lisboa? O teatro romano de Olissipo
    Mar 27 2026

    No próximo episódio de 'Histórias de Lisboa', vamos falar de um monumento com mais de 2 mil anos em pleno centro histórica da capital que muita gente desconhece.

    Aproveitando que hoje dia mundial de teatro, antecipamos a história do teatro romano de Olissipo, um edifício colossal construído na antiguidade clássica a meio caminho entre o rio e a colina do castelo. Não perca o próximo episódio, disponível a partir da próxima sexta-feira, 3 de abril.

    O som utilizado na abertura deste episódio é da autoria de Synaulia e chama-se 'Pavor', pode ser encontrado a partir deste link.

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    2 min