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Hayek, Keynes e os Limites do Dinheiro como Informação

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Hayek, Keynes e os Limites do Dinheiro como Informação O dinheiro é tratado nesta aula como um algoritmo de processamento de informação — e um algoritmo com falhas estruturais profundas. A discussão parte de Hayek e da sua ideia de que os preços captam o conhecimento distribuído de milhões de pessoas, para mostrar onde essa lógica colapsa: na concentração de riqueza por juros compostos, na falência dos mercados como mecanismo de descoberta de preços, e na redução extrema de dimensionalidade que faz com que um produto inteiro seja representado por um único número. O dinheiro digital, incluindo o Bitcoin, não resolve nenhum destes problemas — apenas reproduz o mesmo algoritmo pobre numa infraestrutura nova. A segunda metade da aula introduz Keynes como contraponto histórico a Hayek, examinando o debate entre estímulo público e autorregulação dos mercados. A partir daí, a aula abre uma questão estrutural mais ampla: se a burocracia é centralizada mas serve o bem comum, e o dinheiro é descentralizado mas serve apenas interesses particulares, que sistema consegue combinar as duas propriedades? A digitalização e a inteligência artificial surgem não como resposta, mas como o espaço onde essa resposta terá de ser procurada — e como uma ameaça concreta à procura agregada, capaz de desestabilizar economias inteiras ao substituir trabalho em escala. - O dinheiro como algoritmo de redução de dimensionalidade: vantagens, limites e o que se perde na compressão - Hayek e a presunção do conhecimento; porque a autorregulação dos mercados falha na prática - Keynes e o papel da procura: como estimular e como destruir uma economia pelo mesmo mecanismo - A concentração de riqueza como propriedade matemática do sistema, não como anomalia - A questão em aberto: é possível uma camada de orquestração descentralizada que sirva o bem comum?
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