Episodi

  • Carmen Portinho: a engenheira que construiu para todos
    Oct 29 2026

    T2, Ep. 3 – Carmen Portinho: a engenheira que construiu para todos


    O que a trajetória de Carmen Portinho revela sobre quem constrói a cidade e sobre quem a história escolhe lembrar?


    Tudo começou com uma conversa de intervalo num evento acadêmico e com uma visita à exposição “Carmen Portinho: modernidade em construção”, no MAM Rio. O museu fica no edifício cuja construção ela mesma dirigiu. A partir daí, Fernanda e Barbara reconstroem a vida de Carmen Velasco Portinho (1903–2001), apontada como a terceira mulher a se formar em engenharia no Brasil e a primeira urbanista do país.


    Neste episódio:


    O teste do para-raios e a luta por promoção na prefeitura do Rio

    A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, ao lado de Bertha Lutz, e a campanha pelo voto feminino

    A Revista Municipal de Engenharia e o urbanismo como saber interdisciplinar

    O Pedregulho, a habitação como serviço público e a lavanderia coletiva, num diálogo com Virginia Woolf e Alexandra Kollontai

    Um olhar crítico: a linguagem higienista da época e os conjuntos que ficaram incompletos

    A ESDI durante a ditadura e a entrega da Carta das Mulheres aos Constituintes, em 1987


    Apresentação: Fernanda Di Flora (professora de Sociologia e Humanidades, UTFPR Londrina) e Barbara de Pauli (estudante de Engenharia Química).

    Pesquisa e roteiro: Fernanda Di Flora e Barbara de Pauli.


    Quando as fontes divergem sobre datas, indicamos no episódio.


    REFERÊNCIAS

    ACADEMIA NACIONAL DE ENGENHARIA. Carmen Velasco Portinho. ANE, [s.d.].

    BRASIL. Lei nº 14.477, de 2022. DOU, 16 dez. 2022.

    CREA-BA. Engenheira Carmen Portinho é declarada patrona do urbanismo no Brasil. 2022.

    DAVIS, A. Mulheres, raça e classe. Boitempo, 2016.

    GOLDMAN, W. Mulher, Estado e revolução. Boitempo; Iskra, 2014.

    KOLLONTAI, A. A nova mulher e a moral sexual. Expressão Popular, 2011.

    KUHNERT, D. Carmen Portinho: a mulher que constrói. Revista Recorte, 2021.

    MARCOLIN, N. Sempre na vanguarda. Pesquisa FAPESP, n. 134, 2007.

    MELO, H. P. de. Carmem Portinho (1903-2001). In: CNPq. Pioneiras da Ciência no Brasil.

    MAM RIO. Carmen Portinho: modernidade em construção. Exposição, 2025-2026.

    NASCIMENTO, F. B. do. Carmen Portinho e o habitar moderno. RBEUR, v. 9, n. 1, 2007.

    NOBRE, A. L. Carmen Portinho: o moderno em construção. Relume Dumará, 1999.

    NORA, P. Entre memória e história. Projeto História, n. 10, 1993.

    PERROT, M. Minha história das mulheres. Contexto, 2007.

    PORTINHO, C. Por toda a minha vida. EdUERJ, 1999.

    SEGAWA, H. Entrevista: Carmen Portinho. Projeto, n. 111, 1988.

    SILVA, R. C. M. da. Carmen Portinho: engenheira da prefeitura do Distrito Federal... Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, n. 12, 2017.

    VEIGA, E. Do voto feminino à habitação popular. BBC News Brasil, 2026.

    WOOLF, V. Três guinéus. Autêntica, 2019.

    WOOLF, V. Um teto todo seu. Tordesilhas, 2014.


    Projeto BIPAC – Edital 03/2026 PROREC/ASSCUC, UTFPR Campus Londrina.

    Próximo episódio: Desvendando a Machosfera


    #CarmenPortinho #MulheresNaEngenharia #GêneroECiência #UTFPR

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    23 min
  • EP. 1, SEGUNDA TEMPORADA: A história de Ana Kucinski: ciência, memória e reparação
    Sep 30 2026

    Quem foi Ana Rosa Kucinski antes de se tornar um dos nomes entre os mortos e desaparecidos da ditadura militar brasileira?


    Neste episódio de Falando de Gênero, reconstruímos a trajetória de uma mulher que foi química, professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo. Ana Rosa investigava métodos de separação e identificação de metais e havia concluído seu doutorado pouco mais de um ano antes de ser sequestrada, em abril de 1974, junto com o marido, Wilson Silva.


    Sua história, porém, não termina com o desaparecimento. Enquanto Ana já estava nas mãos da repressão, a própria universidade abriu um processo administrativo e, em 1975, demitiu-a por “abandono de função”.

    Foram necessárias décadas de mobilização da família, de estudantes, de movimentos de direitos humanos e das comissões da verdade para que essa decisão fosse oficialmente anulada e a instituição reconhecesse a injustiça cometida.


    Ao acompanhar essa trajetória, o episódio discute também como ciência, política e instituições se entrelaçam; como uma carreira científica pode ser interrompida e posteriormente apagada da memória; e o que significa reparar, décadas depois, uma violência que não pode ser desfeita.


    Uma história sobre ciência, ditadura, universidade, memória — e sobre a responsabilidade das instituições diante do próprio passado.


    *Falando de Gênero* é um podcast sobre Gênero, Ciência e Tecnologia, produzido no âmbito do projeto BIPAC da UTFPR.

    Coordenação: Profa. Dra. Fernanda Di Flora

    Bolsista 2026: Barbara de Pauli


    Aviso de conteúdo:** este episódio aborda sequestro, tortura, desaparecimento forçado e assassinato durante a ditadura militar brasileira. Não há descrições gráficas de violência

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    31 min