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  • Zagueira da seleção brasileira, Tarciane mira Copa do Mundo de 2027 e fala da adaptação na França
    Feb 22 2026
    Uma das zagueiras brasileiras mais vitoriosas do futebol feminino, Tarciane tem apenas 22 anos e uma longa carreira pela frente. Apesar de jovem, a jogadora do Lyon já tem uma coleção de títulos. Revelada pelo Fluminense em 2021, Tarciane ganhou destaque com a camisa do Corinthians. No clube paulista, a carioca conquistou quatro campeonatos brasileiros, uma Libertadores e três Supercopas do Brasil. Marcio Arruda, da RFI em Paris Depois de uma rápida passagem pelo Houston Dash, dos Estados Unidos, a zagueira foi campeã da Liga Francesa no ano passado pelo Lyon. Na seleção brasileira, conquistou a última edição da Copa América. Tarciane vai se apresentar nesta semana para a seleção brasileira, que faz uma série de três amistosos contra países do mesmo continente. O primeiro compromisso do Brasil é contra a Costa Rica, em Alajuela, na próxima sexta-feira, 27 de fevereiro. Na sequência, a seleção enfrenta a Venezuela no dia 4 de março e o México no dia 7; estes dois últimos jogos serão em território mexicano. Em entrevista para a RFI, Tarciane destacou o trabalho que a equipe brasileira tem feito. A zagueira afirmou que o foco é a Copa do Mundo de 2027, que será disputada entre junho e julho do ano que vem, no Brasil. Este mundial reunirá as melhores seleções do planeta e é bem provável que a Espanha, atual campeã, os Estados Unidos, ouro na Olimpíada de Paris, a Inglaterra, a Suécia, a Alemanha e o Canadá disputem a competição. Leia tambémApós beijo forçado em atleta espanhola, surge outra denúncia contra presidente da federação de futebol "A gente está conseguindo fazer um bom trabalho. Toda a comissão e as atletas abraçam totalmente a ideia de jogo para podermos melhorar até a Copa do Mundo. A gente já passou por um momento especial nos Jogos Olímpicos de Paris. Hoje a gente já entende o que é jogar uma competição de alto nível; sabemos o quanto é importante a parte física para a gente poder estar bem na competição", afirmou. Com mais de 25 jogos pela seleção, Tarciane pensa grande. "Mentalmente é importante estarmos trabalhando e jogando com grandes seleções para podermos nos adaptar melhor e chegarmos muito bem na Copa. É um grupo novo e bastante jovem, e certamente vai ter menina que disputará pela primeira vez uma Copa do Mundo. Se eu for convocada, será a minha primeira Copa. Tenho experiência dos Jogos Olímpicos e de outras competições com a seleção. Então, é importante a gente estar pronta para conseguirmos ganhar o mundo; e a gente vai ganhar o mundo", deseja a confiante Tarciane. Mas a zagueira, que conquistou a medalha de prata na Olimpíada de Paris, não quer saber de oba-oba no Mundial do ano que vem. "A gente não quer favoritismo. Ainda mais com a Copa do Mundo em casa. A gente quer chegar em silêncio e bem quietinha, fazendo o nosso trabalho e jogando contra as grandes seleções. É isso que a gente quer", disse Tarciane. "Eu tenho certeza que a seleção brasileira vai chegar muito bem preparada na Copa do Mundo." "A gente se prepara todos os dias, aprendendo e demonstrando cada vez mais a nossa identidade em campo. Assim, vamos trazer o torcedor brasileiro para o nosso lado. E isso vai fortalecer a gente cada vez mais para jogar uma partida importante no Brasil diante da nossa torcida", falou. Leia tambémEm Paris, Formiga e Michael Jackson dizem o que falta para o futebol feminino decolar no Brasil Mas para continuar a ser lembrada pelo técnico da seleção, Arthur Elias, a zagueira brasileira precisa manter o bom desempenho que tem apresentado com a camisa do Lyon. No clube desde fevereiro do ano passado, Tarciane é titular da zaga do time francês e já marcou três gols – diante do PSG, Nantes e Strasbourg, todos nesta temporada. Mas se ela já está adaptada à equipe francesa, no dia a dia, Tarciane ainda precisa de mais um tempinho. "A adaptação é difícil. Outra língua, outro idioma… tudo muito diferente, mas a cada dia aprendendo mais um pouquinho. Hoje eu entendo muito mais francês do que quando cheguei aqui (fevereiro de 2025) e agora só falta falar um pouco mais. Acho que isso é a parte mais complicada, mas a adaptação é todos os dias", conta. "É um momento importante de aprendizado." E como será que ela faz para matar as saudades da família e amigos? "Sinto saudades de casa; sempre. É difícil porque é muito longe. O Rio de Janeiro e a França são totalmente diferentes. A logística, o horário... Eu pude ir para casa nas férias e aproveitei meus dez dias de folga. É vida de atleta. Eu sabia que isso iria acontecer porque são escolhas que a gente faz na nossa vida. A gente vai matando (a saudade) por telefone e videochamada", explicou a zagueira. Mesmo em outro continente, Tarciane mostrou que não esqueceu os clubes que defendeu. Será que o coração da zagueira ainda é de braba, apelido dado às jogadoras do Corinthians? "Ah, sempre vai ser. Foi a segunda ...
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  • Seleção brasileira de judô começa 2026 com ouro e treinos intensos na Europa
    Feb 15 2026
    O caminho é longo. A contagem regressiva para a Olimpíada de 2028, em Los Angeles, já começou. E para o judô brasileiro, nada melhor do que iniciar essa caminhada com o golpe certo: um ippon, que valeu uma medalha de ouro na primeira competição internacional desta temporada. Marcio Arruda, da RFI em Paris Rafaela Silva foi a única atleta brasileira a subir no degrau mais alto do pódio no Grand Slam de Paris. Ela e os 18 judocas do Brasil que disputaram a competição no início deste mês permaneceram na capital francesa para dias de treinamento no Instituto Nacional de Judô, que reuniu a maioria dos atletas estrangeiros presentes no Grand Slam francês. Uma rotina de treinos pesada, que começou na segunda quinzena de janeiro em Colônia, na Alemanha, na pré-temporada da equipe brasileira. A campeã olímpica Rafaela Silva, que subiu para a categoria até 63 quilos há pouco mais de um ano, se mostrou satisfeita com seu rendimento nesse início de ano. “Eu acho que foi bom não só por conta da medalha (de ouro). Independentemente do resultado, acho que fiz um bom trabalho lá na Alemanha. Até mesmo antes de eu embarcar para lá e, também, durante a competição. Tudo acabou dando certo porque a gente já vinha treinando antes. Então, eu estou muito satisfeita em conseguir colocar o que sei em prática e aproveitar bastante os treinos na Alemanha; foi um período que eu usei para isso e que acabou dando certo no fim”, avaliou a judoca campeã na Rio-2016. "É o que se fala: a gente conquista a medalha no treino; na competição, a gente só vai buscar", comenta Rafaela Silva. Medalha de prata no Grand Slam de Paris no ano passado, Leonardo Gonçalves não passou de uma sétima colocação no torneio de 2026. O judoca da categoria até 100 quilos destacou a importância do período de treinos após a competição francesa. “Para os pesos mais pesados do Brasil, particularmente, é bem importante porque lá (no Brasil) há carência de material humano. E aqui tem muito. A gente se une aqui e procura aproveitar bastante; não que os mais leves não aproveitem, mas no Brasil tem muito mais (peso) leve. E, por isso, eles conseguem treinar lá e aqui na França. Então, a gente chega aqui, treina e suga ao máximo”, afirmou Leonardo Gonçalves. A rotina de treinos faz com que Leo Gonçalves esteja sempre se cobrando por melhores resultados nas competições. “Eu tento me policiar um pouco porque eu me cobro demais. Quando o atleta quer ser o melhor, tem de se cobrar mesmo. Mas é importante cuidar da saúde mental porque, se houver um descontrole, a pessoa acaba ficando bitolada. Às vezes, eu me policio também para dar uma espairecida porque é cobrança o tempo inteiro. Todo mundo te cobra e você não pode deixar de se cobrar", revelou Leo. "Caminhos que fazem atletas se potencializarem" Treinadora da seleção brasileira, Andrea Berti disse que a confiança que cada atleta tem em seu potencial passa pelo treinamento. “Os treinos são os caminhos que fazem as atletas potencializar as suas características e conhecer adversárias que nunca tiveram a oportunidade de segurar no kimono. É muito importante porque é um processo que faz com que (o judoca) trabalhe e ganhe confiança para chegar nas competições e fazer acontecer”, explicou a técnica Andrea Berti. Depois de disputar a medalha de bronze no Grand Slam de Paris na categoria até 90 quilos e terminar na quinta colocação, Guilherme Schimidt falou sobre o ritmo dos treinos com randori, que é o termo dado ao treinamento de luta, como se fosse um sparring. “Lá em Colônia, como os alemães foram ao Brasil no ano passado e a gente já conhece o pessoal, foi um treinamento com o time alemão. Teve um dia que recebemos a visita de judocas belgas, holandeses e franceses. Mas, basicamente, foram atletas do Brasil e da Alemanha. Foi um treinamento visando às competições internacionais. Teve um volume grande de randori, que é bom para você treinar, pegar no kimono de vários adversários, conhecer diversos estilos e escolas de judô. Aí você vai crescendo no cenário internacional”, contou Guilherme Schimidt. Assim como Guilherme, Larissa Pimenta também ficou em quinto lugar nesse Grand Slam. A medalhista olímpica da categoria até 52 quilos voltou a disputar uma competição internacional após uma pausa na carreira. Por enquanto, ela nem quer pensar na Olimpíada de Los Angeles, em 2028. “Eu passei um período muito longo afastada. Eu fiz dois ciclos olímpicos diretos e não tive pausa; e ainda teve a pandemia! Foram anos bem desgastantes. Para muitas pessoas, isso passa despercebido porque só veem a gente na hora da luta. A gente que vive isso todos os dias, em particular para mim, foram anos muito desgastantes; muito difíceis. Agora, eu me sinto em paz, me sinto tranquila. Eu estou vivendo um processo mais leve, mais tranquilo. Na verdade, eu não penso em Los Angeles agora. Eu penso um dia de ...
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  • Brasil no halfpipe olímpico: duas trajetórias que se cruzam em Milão-Cortina 2026
    Feb 8 2026
    Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 ampliam a presença do Brasil nos esportes de neve. No snowboard halfpipe, Augustinho Teixeira e Pat Burgener representam o país em uma das provas mais técnicas do programa olímpico, historicamente dominada por potências europeias e norte-americanas. Luciana Quaresma, especial de Milão para a RFI Ambos nasceram fora do Brasil mas são filhos de mães brasileiras. Construíram carreiras no exterior mas neste ciclo olímpico decidiram defender o país que os conecta às suas origens, traduzindo em esporte uma escolha de identidade e pertencimento. Vaga olímpica e qualificação Para Augustinho Teixeira, que nasceu em Ushuaia, na Argentina, Milão-Cortina marca a estreia em uma Olimpíada de Inverno. O snowboarder garantiu sua vaga ao somar pontos consistentes no ranking de qualificação, em especial com desempenho na etapa da Copa do Mundo em Laax, na Suíça, onde terminou na 24ª posição, resultado que o manteve dentro das vagas classificatórias para os Jogos. O jovem atleta, de 20 anos, que começou na neve ainda na infância ao lado da família vê essa qualificação como a consagração de anos de dedicação. “Estou vivendo algo inimaginável. A classificação para a Olimpíada é a prova de que o esforço, a disciplina e o foco em cada detalhe me trouxeram até aqui”, diz Augustinho, refletindo sobre sua trajetória. Além de garantir sua participação nos Jogos, Augustinho vem somando experiência em competições internacionais e foi o campeão em uma etapa da Copa Europeia de Snowboard halfpipe em Kitzsteinhorn, na Áustria — um marco importante em sua evolução esportiva. Medalha histórica e Brasil no pódio Se Augustinho entra em Milão-Cortina fazendo sua estreia olímpica, Pat Burgener chega com um capítulo esportivo já escrito em grandes palcos internacionais. Nascido na Suíça e filho de mãe brasileira, Pat, de 31 anos disputou duas edições anteriores dos Jogos Olímpicos de Inverno — em PyeongChang 2018 (5º lugar) e Pequim 2022 (11º lugar), representando o país europeu antes de optar por competir pelo Brasil no ciclo 2025/2026. A temporada antes da Olimpíada já trouxe um momento histórico: Pat Burgener conquistou a primeira medalha da história do Brasil na Copa do Mundo de snowboard halfpipe, ao levar o bronze na etapa de Calgary, no Canadá, em janeiro deste ano. O resultado marcou não apenas o melhor desempenho brasileiro na modalidade, mas também consolidou Burgener como uma das principais esperanças para Milão-Cortina. “Foi uma sensação incrível. Saber que meu nome entrou na história do esporte brasileiro, colocando o país no pódio pela primeira vez na Copa do Mundo de halfpipe, é algo que vai comigo para os Jogos”, comenta Pat. Essa conquista veio após um início de temporada promissor, que incluiu um quarto lugar em Secret Garden, na China, outro resultado destacado antes de Calgary. Identidade, cultura e escolha consciente Para Augustinho, competir por uma bandeira que carrega simbolismo familiar é mais do que representar um país em uma competição: é traduzir uma história de vida. “O Brasil sempre foi parte da minha história, mesmo morando fora. Representar o país da minha mãe e levar essa bandeira ao halfpipe é algo que me enche de orgulho e responsabilidade”, ele afirma. Esse sentimento de conexão se reflete não apenas no patriotismo esportivo, mas na forma como ele vê seu papel dentro e fora da pista, como referência e inspiração para novos praticantes brasileiros de snowboard. Pat, por sua vez, reforça a ideia de que a escolha de representar o Brasil é também uma forma de expandir horizontes e criar novas possibilidades para a modalidade. “Defender o Brasil no snowboard é mais do que uma mudança de nacionalidade. É trazer visibilidade para um país que não é tradicional nos esportes de inverno e mostrar que aqui também pode haver espaço e oportunidades”, diz ele, ressaltando o apoio que tem recebido tanto da família quanto da federação brasileira. Snowboard brasileiro em foco Em Milão-Cortina 2026, Augustinho Teixeira e Pat Burgener não apenas competem nas pistas de neve, mas representam duas trajetórias que se cruzam sob a mesma bandeira e com propósitos que vão além dos resultados individuais. Unidos pelo mesmo objetivo de colocar o Brasil cada vez mais presente no cenário internacional do snowboard, eles mostram que a presença verde e amarela também pode ganhar espaço nas montanhas cobertas de neve, inspirando uma nova geração de atletas e fãs no país.
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  • Bindilatti e Davidson: experiência e superação no bobsled brasileiro nos Jogos de Milão-Cortina 2026
    Feb 1 2026
    O bobsled brasileiro chega ao maior palco do esporte mundial, os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, sustentado por dois pilares fundamentais: experiência e resiliência. Edson Bindilatti e Davidson de Souza representam mais do que a busca por resultados – são símbolos de uma modalidade construída com sacrifício, identidade e espírito coletivo. Luciana Quaresma, especial para a RFI em Milão Quando a convocação olímpica foi confirmada, Bindilatti sentiu o impacto de quem já percorreu esse caminho diversas vezes. Aos 46 anos, ele vai disputar sua sexta edição de Jogos Olímpicos, um feito raro no esporte brasileiro – ainda mais em uma modalidade de inverno. “Passa um filme na cabeça. Representar o Brasil é um prazer imenso, e ter essa oportunidade pela sexta vez é algo para poucos”, afirma. Mais do que a longevidade, chama atenção a forma como ele chega a este ciclo olímpico. Em plena alta performance, Bindilatti garante estar na melhor condição da carreira. “Eu sempre me preparei para os Jogos Olímpicos, mas especificamente para esse, chego melhor do que nos outros. Isso prova que idade é apenas um número.” Liderança dentro e fora do trenó Hoje, Bindilatti exerce um papel central no time. Ao longo dos anos, acumulou conhecimento técnico e estratégico que transformou sua função: além de atleta, tornou-se mentor das novas gerações. “Antes, até aprender como mexer no trenó, fazer ajustes, pilotar, era muito mais difícil. Hoje, pela nossa expertise, os atletas aprendem muito mais rápido. Eu consigo ajudar não só na parte física e técnica, mas também na mental”, explica. Essa liderança se reflete na formação do futuro da equipe. Um dos exemplos é Gustavo Ferreira, jovem atleta convocado para acompanhar o grupo em Milão-Cortina, já pensando no ciclo olímpico de 2030. “A ideia é ele sentir o peso de um Jogos Olímpicos agora, para chegar muito mais maduro no próximo ciclo.” Davidson: a batalha interior e a identidade brasileira Do outro lado do trenó, Davidson de Souza , conhecido como Boka, chega a mais uma Olimpíada com a bagagem de quem conhece o bobsled em seus limites físicos, mentais e emocionais. São 12 anos dedicados à modalidade, marcados por transições, quedas e reconstruções. No imaginário do atleta, a cena da largada se repete como um ritual: o corpo em tensão máxima, a explosão muscular antes da descida. “Nada está acabado”, resume. Vindo do atletismo, Davidson faz parte da geração que ajudou a construir o bobsled brasileiro a partir da migração de atletas de esportes individuais para uma modalidade coletiva, que exige precisão absoluta e confiança mútua. “O bobsled me fez crescer muito como pessoa. Conviver com o time, treinar, viajar e viver juntos ensina coisas que vão além do esporte”, afirma. Um acidente, um retorno e a vaga olímpica A classificação para Milão-Cortina carrega um peso especial para Davidson. Um ano antes da convocação, ele sofreu um grave acidente, no qual fraturou o fêmur e rompeu quatro músculos da perna. A lesão quase encerrou sua trajetória no esporte. O retorno exigiu resiliência diária, física e mental. “Foi uma trajetória gigantesca até chegar aqui.” Mesmo com passaporte canadense, Davidson não abre mão da própria identidade. “Eu sou brasileiro e vou morrer brasileiro. Representar o Brasil é uma honra imensa.” Velocidade, risco e controle mental No bobsled, as descidas podem chegar a 150 km/h. Quedas e acidentes fazem parte da modalidade, mas não interferem no foco da equipe. “O nível mental que a gente tem hoje é muito alto. Nada nos tira do foco”, garante Davidson. Treinos e competições em St. Moritz, na Suíça, consolidaram a confiança do grupo para enfrentar qualquer cenário em Cortina d’Ampezzo. Para Bindilatti, o suporte familiar é a base que sustenta a carreira. Casado e pai de duas crianças – uma filha de 7 anos e um filho de 10 –, ele admite que a distância pesa, mas é compensada pela parceria e pela tecnologia. “O que me move é o amor e o suporte da minha família. Isso me permite fazer o que me propus da melhor forma possível.” Pensando no legado, ele também idealizou um centro de treinamento de bobsled e skeleton no Brasil, com foco no alto rendimento e no impacto social. O projeto chegou a iniciar obras em São Caetano, mas hoje aguarda recursos para ser concluído. “É uma forma de devolver tudo o que o esporte me deu, formando novos atletas e dando oportunidades.” Fora das pistas, cultura e música O bobsled também moldou a identidade de Davidson fora da pista. Artista e compositor, ele é o autor do hino do bobsled brasileiro, criado a partir das vivências com o time. A música segue presente na preparação dos atletas até hoje. “Saber que isso motiva alguém a se dedicar um pouco mais é sensacional”, diz ele. Às vésperas de Milão-Cortina 2026, Edson ...
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  • Bruna Moura supera trauma e garante vaga olímpica no esqui cross-country para Milão-Cortina 2026
    Jan 25 2026
    A brasileira Bruna Moura está oficialmente classificada para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 na categoria esqui cross-country, uma conquista que vai muito além do resultado esportivo. Quatro anos depois de sofrer um grave acidente na Itália, às vésperas da Olimpíada de Pequim 2022, a atleta retorna ao mesmo cenário olímpico como símbolo de superação física, psicológica e emocional, representando o Brasil em uma das modalidades mais exigentes do esporte mundial. Luciana Quaresma, de Milão para a RFI “Eu não sei se sou capaz de descrever como eu vivo esse momento. Para mim, é algo surreal. Estou vivendo novamente o sonho de ouvir meu nome ser anunciado para a equipe olímpica”, afirma Bruna, ainda cautelosa com a comemoração. “Eu quero comemorar de verdade quando cruzar a linha de chegada nos Jogos”, afirma. Em janeiro de 2022, durante um período de treinos na Itália, Bruna sofreu um acidente de carro grave, poucos dias após sair da quarentena por Covid-19. O impacto foi profundo. As lembranças do episódio são fragmentadas. “Tenho no máximo 30 minutos de memória de todo o processo”, revela, mas as consequências permanecem. “O acidente faz parte da minha vida. Eu penso nele todos os dias. A dor no pé é diária, não tem como esquecer”, relata. “Eu precisei aprender a viver com isso, integrar essa dor à minha rotina e seguir em frente”, conta Bruna Moura. A recuperação física permitiu o retorno às competições pouco mais de um ano depois, no Mundial da Eslovênia, mas a reabilitação psicológica exigiu um trabalho ainda mais delicado. Bruna enfrentou sintomas de estresse pós-traumático e passou por sessões intensivas de terapia, incluindo EMDR (tipo de terapia para processar traumas), para lidar com memórias auditivas recorrentes das sirenes da ambulância e da polícia. “A terapia funcionou. Hoje eu lido muito melhor com isso, mas o trauma ainda vem comigo. Tudo o que faço tem um pedaço dessa experiência.” Adaptação como chave para a classificação Se o acidente impôs limites, também exigiu reinvenção. Com restrições no pé, Bruna precisou adaptar radicalmente sua preparação física, apostando no double pole, técnica que privilegia a força da parte superior do corpo. “O motivo não foi positivo, mas o resultado foi. Esse ganho de potência foi decisivo para os pontos que conquistei no ranking e para a classificação olímpica”, explica. A vaga para Milano-Cortina veio justamente pelo ranking internacional, em uma disputa direta e emocionalmente complexa com Jaqueline Mourão, a atleta mais experiente e respeitada do esqui cross-country brasileiro — e uma figura central na própria trajetória de Bruna. “Foi estranho e difícil. Ela é minha amiga, minha referência, a maior atleta da história do esporte no Brasil. Eu queria muito que ela estivesse nesses Jogos também”. Da mountain bike ao esqui A relação de Bruna com o esqui cross-country começou graças à própria Jaqueline Mourão, ainda em 2010, quando Bruna era atleta de mountain bike. Selecionada para um projeto de desenvolvimento em Minas Gerais, ela se destacou nacionalmente, mas viu sua carreira interrompida por um problema cardíaco congênito, que exigia uma cirurgia complexa. Sem recursos financeiros, foi novamente Jaqueline quem viabilizou o acesso ao tratamento, por meio de instituições médicas em São Paulo. Durante esse período de afastamento das competições, Bruna teve o primeiro contato com o roller ski, em atividades promovidas pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). “Mesmo quando eu não podia competir, eles me incluíram. Aquilo me ajudou muito num momento de depressão”, lembra. Em 2014, Bruna passou a integrar oficialmente a equipe brasileira de esqui cross-country e biatlo — um caminho longo, construído com paciência, resiliência e adaptação. O sonho olímpico como missão pessoal Para Bruna Moura, estar nos Jogos de Milano-Cortina tem um significado especial, construído ao longo de anos de luta e resiliência. “Eu sei que será difícil conquistar um resultado expressivo, porque estarei competindo contra as melhores atletas do mundo. O meu objetivo sempre foi alcançar o sonho de me tornar uma atleta olímpica e competir no meu melhor nível, porque isso vai muito além do resultado final”, diz Bruna Moura. A promessa feita a si mesma ainda no hospital, após o acidente, agora está prestes a se cumprir. “Desde que recuperei a consciência, eu dizia: eu vou para os Jogos de 2026. E trabalhei em tudo — treino, nutrição, descanso, hidratação — para chegar aqui.” Milão-Cortina 2026: redenção e liberdade Ao imaginar o momento da estreia olímpica, Bruna fala em redenção. “Quando eu cruzar a linha de chegada, ver meu nome na tela, a bandeira do Brasil ao lado… eu não sei como meu coração vai reagir. Vai ser liberdade. Liberdade de viver algo que por...
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  • Brasil chega às Olímpiadas de Inverno de Milão-Cortina com chances inéditas de medalha
    Jan 18 2026
    Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão‑Cortina começam em 6 de fevereiro e prometem ser uma das edições mais grandiosas da história. Com novos esportes no programa e competições espalhadas pelo norte da Itália, o evento deve atrair 2 milhões de turistas para a região. Para o Brasil, a edição de 2026 marca um momento especial: pela primeira vez, o país chega aos Jogos de Inverno com atletas em condições reais de lutar por medalhas. Júlia Valente, correspondente da RFI em Milão Faltam menos de três semanas para o início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. Pela terceira vez, a Itália recebe o evento, que terá duas sedes principais: Milão e Cortina d’Ampezzo, nas Dolomitas, a cadeia montanhosa dos Alpes italianos. As competições indoor serão realizadas em Milão, enquanto as demais provas acontecem em diferentes localidades do norte do país, como Cortina, Bormio e Livigno. A edição de 2026 contará com 16 modalidades esportivas e a participação de aproximadamente 3.500 atletas de 93 países. Neste ano, o programa olímpico traz uma novidade: a estreia do esqui de montanha, conhecido como skimo. A expectativa é de uma grande audiência: cerca de 3 bilhões de pessoas devem acompanhar os Jogos em todo o mundo, enquanto mais de 2 milhões de turistas são esperados presencialmente ao longo das competições. No Brasil, porém, boa parte do público ainda desconhece que os Jogos de Inverno começam em breve. Os turistas Paulo e Maria Isabel, que estão de férias em Milão, se disseram surpresos ao descobrir que a cidade será sede do evento. Para eles, falta divulgação no Brasil. “Eu, que gosto muito de esporte, não sabia que seria aqui em Milão e achei muito interessante. É um lugar muito bom para receber esse tipo de evento. Que pena que acho que não vamos conseguir assistir aos jogos”, afirmou Paulo. Ainda há ingressos disponíveis. Os preços começam em € 30 (mais de R$ 180 na cotação atual), com opções mais acessíveis para modalidades como hóquei no gelo e curling. Já para assistir à cerimônia de abertura, marcada para 6 de fevereiro, o ingresso pode custar até € 2 mil (cerca de R$ 12 mil). O evento contará com apresentações de Laura Pausini, Mariah Carey e Andrea Bocelli. Para os que pretendem assistir presencialmente, o custo total pode ser alto. Segundo a Altroconsumo, entidade de defesa do consumidor na Itália, os preços de hospedagem chegam a quintuplicar no norte da Itália durante o período olímpico. A região da Valtellina, palco das provas de esqui acrobático e snowboard, registra os maiores aumentos, com um casal pagando em média € 1.659 (cerca de R$ 10 mil) por um fim de semana. A expectativa é de um expressivo impacto econômico para a região. Estimativas indicam um retorno de € 5,3 bilhões (mais de R$ 32 bilhões), considerando turismo imediato e futuro, consumo, serviços e os benefícios de longo prazo associados aos investimentos em infraestrutura, segundo o banco Ifis. Somente em obras de infraestrutura, tanto esportivas como públicas, foram investidos € 3,5 bilhões (R$ 21 bilhões). Grande parte desse legado deve permanecer após os Jogos. Em Milão, a Vila Olímpica, construída para abrigar 1.700 atletas, será convertida em moradia estudantil. A arena de hóquei, com capacidade para 16 mil espectadores, será transformada em um ginásio multiuso destinado a eventos esportivos e culturais. Mas a poucos dias do início dos Jogos, nem tudo está pronto. Alguns teleféricos em pistas de esqui seguem em obras, pousadas continuam em reformas e a própria arena de hóquei ainda não foi totalmente concluída. A organização agora enfrenta uma corrida contra o tempo para entregar todas as estruturas até o dia da abertura. Brasil chega a Milão-Cortina com chances de medalhas O Brasil disputa em 2026 sua décima participação em Jogos Olímpicos de Inverno, mas nunca conquistou uma medalha. Neste ano, no entanto, a expectativa é de mudar este cenário. “A gente diz que a medalha nunca esteve tão quente. Vamos sonhar até o último segundo, porque a gente se preparou. Temos atletas que estão entregando resultados históricos", disse Emílio Strapasson, Chefe de Missão do Brasil nos Jogos de Milão-Cortina, em uma apresentação na Câmara dos Deputados. "Não é uma questão de sorte, é uma questão de que a gente consegue realmente ver uma linha de crescimento e vamos chegar na Itália com uma chance real de medalha. A gente não é mais um intruso, a gente é um participante respeitado”, ressaltou. Dois atletas se destacam como protagonistas na busca por resultados inéditos. O principal nome é o esquiador Lucas Pinheiro Braathen, uma das grandes promessas do país em Milão-Cortina. Na temporada 2025/2026, ele já subiu ao pódio três vezes, com uma vitória e dois segundos lugares. Em novembro do ano passado, ele entrou para a história ao se tornar o primeiro brasileiro a...
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  • Dakar 2026: apesar da pressão, Lucas Moraes mantém ritmo competitivo e termina primeira semana no top 10
    Jan 10 2026

    O brasileiro Lucas Moraes está entre os 10 primeiros competidores do Rali Dakar 2026 na classificação geral, após uma semana de provas na Arábia Saudita. Competindo pela equipe Dacia Sandriders na principal categoria, a Ultimate (carros), ele terminou a sexta etapa do rali a cerca de 26 minutos do líder geral da prova, Nasser Al-Attiyah, do Catar, que corre com o navegador belga Fabien Lurquin, também em um carro da Dacia.

    Na quarta-feira (7), Lucas Moraes conquistou o quarto lugar na quinta etapa especial cronometrada, em um dos trechos mais desafiadores do Dakar. Após 371 quilômetros contra o relógio, Lucas ficou 3 minutos e 38 segundos atrás do vencedor, o norte-americano Mitch Gutrie, da Ford.

    As etapas 4 e 5, entre Alula e Hail, formaram o primeiro trecho no modo maratona do Dakar, no qual os pilotos não podem receber auxílio de suas equipes para manutenção e ajustes nos carros. A segunda maratona vai envolver as etapas 8 e 9, em 12 e 13 de janeiro.

    Em entrevista à RFI, neste sábado (10), dia de descanso do rali, Lucas Moraes avaliou seu desempenho nos primeiros dias de Dakar: “Eu acho que foi uma boa semana. Realmente é um Dakar muito novo para mim, porque é um novo carro, uma nova equipe, um novo navegador. Então foram alguns primeiros dias de muita adaptação, e eu diria que ainda não estou no meu limite com o carro. Acho que ainda há mais para fazer”, disse o piloto, que mudou da Toyota para a Dacia no final de 2025 e participa do Dakar com um novo navegador, o alemão Dennis Zenz.

    “Mas o primeiro objetivo era muito claro: chegar hoje, no dia de descanso, com os quatro carros da equipe. Nesse caso, três estão no top 10, incluindo a gente. Então, eu acho que foi uma boa semana. Acho que consegui evoluir junto com meu novo navegador e com o carro. Mas agora espero, na segunda semana, conseguir resultados ainda melhores”, completa o piloto, que tem o melhor desempenho de um brasileiro na história da prova. Ele subiu ao pódio já em sua estreia, em 2023, e venceu especiais em 2024. Em 2025, Lucas conquistou o título mundial de Rally-Raid e agora busca seu primeiro título no Dakar.

    “Claro que a pressão sempre aumenta, né? De você estar numa equipe como a Dacia, com a companhia de profissionais que eu tenho, com o navegador e com o nível que a gente tem, com o campeonato do mundo do ano passado”, reconhece. “Mas, ao mesmo tempo, a gente está numa posição que sempre sonhou. Então estou tentando desfrutar ao máximo e aproveitar por ter uma estrutura e crescer também como piloto, me desenvolver. Então, acho que tem a pressão, mas minha cabeça está muito mais em continuar me desenvolvendo, continuar crescendo como piloto, que é o meu grande objetivo para tentar ganhar o Dakar”, acrescenta.

    Dakar e Tour de France

    Em 2025, um problema na suspensão do carro deixou Lucas longe do pódio. Este ano, o piloto está decidido a conquistar o título que falta em sua carreira.

    “O Dakar realmente se tornou esse grande evento do mundo off-road, talvez como é o Tour de France no mundo da bicicleta. Você ganha o mundial de bicicleta, é sensacional, e ganhar um Tour de France é incrível também. O Dakar é muito similar nesse sentido”, explica. “Você vai sempre colocando seus objetivos. Então, quando eu estava no Brasil, era ganhar o Brasileiro, depois ganhar os Sertões. Aí, depois, ganhei um mundial e agora falta o Dakar na minha carreira”.

    O outro brasileiro no Dakar, Luciano Gomes, que competia na categoria motos pela equipe Challenger Racing Team, teve que deixar a prova após uma queda.

    Considerado o rali mais difícil do mundo, o Dakar reúne 325 veículos que percorrem cerca de 8 mil quilômetros ao longo de 13 etapas. Esta é a sétima vez que a Arábia Saudita recebe a prova, que vai até 17 de janeiro.

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  • Rally Dakar 2026 começa na Arábia Saudita com brasileiros em destaque
    Jan 3 2026
    A 48ª edição do Rally Dakar começou neste sábado (3) e, pela sétima vez em sua história, a prova acontece na Arábia Saudita. Considerado o rally mais difícil do mundo, o Dakar reúne 325 veículos que percorrem cerca de 8.000 quilômetros ao longo de 13 etapas. Ana Carolina Peliz, da RFI em Paris Durante quase duas semanas de competição, os participantes enfrentam terrenos extremamente variados, com dunas, pedras, lama e montanhas, sob condições climáticas severas, como calor intenso e tempestades de areia. O terreno, que muda constantemente, exige decisões rápidas e grande resistência física e mental dos pilotos, que muitas vezes precisam consertar o próprio veículo sem assistência, no meio do deserto. A prova é tão desafiadora que, para o brasileiro Luciano Gomes, competidor na categoria motos pela equipe Challenger Racing Team, a principal expectativa é conseguir completá-la. “Minha expectativa para o Dakar é conseguir concluí-lo. Passar um dia após o outro, não andar nada diferente do que eu ando no Brasil. Claro, é um rally totalmente diferente: navegação diferente, muita pedra e areia. A ideia é nunca andar forte demais, é passar um dia após o outro, porque é um rally muito longo, com grandes distâncias”, afirma. Com a experiência de quem já participou dez vezes do Rally dos Sertões, no Brasil, Luciano compara as duas provas. “É muito mais difícil que um Sertões. Eu sempre digo que os Sertões são quase um passeio perto do Dakar, mas o maior desafio mesmo vão ser os longos dias”, diz, referindo-se às centenas de quilômetros percorridos diariamente, que para ele representam a maior dificuldade. A primeira experiência do motociclista no Dakar foi, na verdade, em quatro rodas, como copiloto de Enio Bozano na categoria T3 de UTV, em 2023. A dupla terminou na 33ª posição. Luciano acredita que essa vivência vai ajudar a enfrentar as areias do deserto da Arábia Saudita, mas reconhece que disputar o Dakar de moto é um desafio ainda maior. “Tenho que confessar para ti que a diferença na preparação física da moto para o UTV é enorme. Um navegador, por exemplo, praticamente ‘passeia’ com o piloto. São dias longos também, mas nem perto do esforço físico de andar de moto. Isso faz com que a gente treine cada vez mais, porque já sabe que, com a moto, aqui vai ser bem sofrido”, diz, reforçando que “quem treina mais, sofre menos”. Expectativa na categoria automóveis Na categoria de carros, o brasileiro Lucas Moraes compete na classe Ultimate pela equipe Dacia Sandriders. Ele tem o melhor resultado de um brasileiro no Dakar: o terceiro lugar entre os carros em 2023, logo em sua primeira participação. Em 2024, Lucas terminou o rally na 14ª posição geral após enfrentar problemas mecânicos. Ainda assim, conquistou o título do Campeonato Mundial de Rally-Raid (W2RC) na categoria principal, graças à sua regularidade e eficiência nas provas mais difíceis do mundo, ao lado do copiloto Armand Monleón, competindo pela Toyota. Um feito histórico para o Brasil. O título de Lucas Moraes coloca o país no topo de uma disciplina tradicionalmente dominada por europeus. Em 2026, ele fará sua estreia pela equipe da Dacia justamente no Rally Dakar, etapa de abertura do Mundial. Percurso Esta é a sétima vez que a Arábia Saudita recebe a competição, que nasceu nos desertos do norte da África, passou pela América do Sul e agora se estabelece nas areias do deserto saudita. Após os testes de shakedown e a inspeção técnica, a disputa começa com uma etapa prólogo de 30 km no sábado, 3 de janeiro. No dia seguinte, acontece a Etapa 1, com largada e chegada em Yanbu, no litoral do Mar Vermelho. Na Etapa 2, os competidores deixam Yanbu para enfrentar uma verdadeira odisseia no deserto. No meio do rally, haverá um dia de descanso na capital, Riade. A chegada final será novamente em Yanbu, no sábado, 17 de janeiro, após a 13ª etapa. Novidades em 2026 A 48ª edição contará com duas etapas maratona-refúgio de dois dias, uma em cada semana da corrida. Elas substituem a tradicional maratona e a crono de 48 horas. Os participantes terão de se virar sozinhos no deserto, apenas com um saco de dormir e uma tenda, sobrevivendo com as rações alimentares fornecidas pela organização. O percurso de 2026 terá um total de quatro etapas diferentes para os concorrentes de duas e quatro rodas, oferecendo maior segurança aos motociclistas, que deixam de correr ao lado dos carros. Por outro lado, as etapas separadas aumentam o nível de dificuldade para os pilotos de automóveis líderes (e seus copilotos), já que não haverá trilhas de motos para seguir, acrescentando um desafio extra de navegação. O percurso específico do Dakar é mantido em segredo até o início de cada etapa, quando o roadbook digital é disponibilizado aos competidores. Embora os pilotos contem com GPS, o roadbook é a única fonte de referências ...
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