EUA realizam primeira reunião do Conselho da Paz para Gaza, em meio a tensão sobre ação militar no Irã copertina

EUA realizam primeira reunião do Conselho da Paz para Gaza, em meio a tensão sobre ação militar no Irã

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Os Estados Unidos sediam pela primeira vez um encontro entre os países-membros do chamado Conselho da Paz criado pelo presidente Donald Trump para colocar em prática o plano de cessar-fogo na Faixa de Gaza. Mas há mais movimentações no Oriente Médio, e, apesar de mensagens otimistas de iranianos presentes nas negociações com os norte-americanos em Genebra, na Suíça, uma ação militar no país é uma possibilidade real. Henry Galsky, correspondente da RFI em Israel Segundo Donald Trump, os países que fazem parte do Conselho da Paz prometeram doar mais de US$ 5 bilhões para os esforços humanitários e à reconstrução da Faixa de Gaza. Este deve ser o foco do encontro que vai reunir os países-membros pela primeira vez em Washington. A entidade foi criada pelo presidente norte-americano para colocar em prática os 20 pontos que compõem o plano de cessar-fogo entre Israel e Hamas anunciado em outubro do ano passado. Mas além dessas questões, há outros itens importantes no projeto que ainda não saíram do papel, como a Força Internacional de Estabilização (ISF, em inglês), o exército estrangeiro – que, se implementado, substituirá a presença do Exército de Israel –, e o desarmamento do Hamas. Até agora, o governo da Indonésia, o maior país muçulmano do mundo, foi o único que se posicionou de forma mais ativa ao informar que poderá enviar até 8 mil soldados para a Faixa de Gaza. Os primeiros mil militares estarão prontos para assumir posições em Gaza em abril. Os demais poderão ser enviados até junho, segundo um porta-voz do exército da Indonésia informou à agência Reuters. De acordo com uma fonte citada de forma anônima pela TV pública de Israel, nas próximas semanas edifícios e construções estarão prontos para receber esses soldados. A Itália é outro país que poderá participar com forças no terreno na Faixa de Gaza. Durante coletiva de imprensa em Roma, o ministro das Relações Exteriores Antonio Tajani disse que os italianos estão dispostos a ajudar no treinamento de policiais palestinos. Desarmamento do Hamas Esse é um dos pontos mais complexos e imprevisíveis do plano de Donald Trump. Até agora, as lideranças do grupo radical palestino têm repetido publicamente que não vão aceitar o desarmamento. Em discurso no Fórum da rede Al-Jazeera, do Catar, o líder sênior do Hamas, Khaled Mashal, apresentou uma visão alternativa: no lugar de abandonar as armas de forma completa, como determina o plano de Trump, ele propôs uma trégua com duração entre cinco e 15 anos. Segundo Mashal, durante este período as armas ficariam guardadas. A medida seria implementada com apoio internacional e a partir de garantias do Catar, Egito e Turquia. Autoridades israelenses condenaram as declarações e disseram que elas são as provas de que o Hamas planeja uma nova guerra. Para além de abrir mão das armas, segundo o plano de Donald Trump, o grupo radical também deverá entregar o controle de Gaza a um governo formado por tecnocratas palestinos. Permanecem as tensões entre Irã e Estados Unidos As tensões no Irã são outro foco de preocupações. Ao término da rodada de negociações em Genebra, na Suíça, os representantes iranianos disseram que em duas semanas vão apresentar uma proposta detalhada para uma solução negociada com os Estados Unidos. Mas não está claro se o presidente Donald Trump vai aceitar este prazo. "O chefe está ficando sem paciência. Algumas pessoas próximas a ele alertam contra uma guerra com o Irã, mas acho que há 90% de chance de vermos uma ação militar nas próximas semanas", disse uma pessoa próxima a Trump ao portal Axios. A RFI conversou com Danny Citrinowicz, pesquisador do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel (INSS, em inglês), um dos principais especialistas em questões iranianas. Segundo ele, as próximas duas semanas são críticas porque a decisão de Trump também vai depender da forma como os enviados Jared Kushner e Steve Witkoff, representantes norte-americanos nas negociações, vão apresentar os resultados das conversas com os iranianos. “Basicamente, é Trump quem precisa decidir se ele vai dar este prazo [de duas semanas ao Irã] ou não. Eu tenho cautela em relação ao otimismo apresentado pelos iranianos. Estamos numa encruzilhada muito dramática. As próximas semanas serão ainda mais significativas, mas no final das contas tudo depende das decisões da Casa Branca”, diz. Sob o ponto de vista militar, a avaliação em Israel é que, em cerca de uma semana, a presença das forças dos EUA no Oriente Médio estará completa. As fontes israelenses informam que se preparam para cenários extremos porque não acreditam no sucesso das negociações entre Estados Unidos e Irã. A RFI também conversou com um dos diretores do Hospital Sheba, o maior de Israel, que confirmou que há mais de um mês tudo está pronto para uma eventual ...
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