Episodi

  • COP 30: Resultados e desafios
    Dec 10 2025
    Brasil assume liderança climática, mas COP30 expõe força do lobby dos fósseis. Ouça no Ciência & Cultura Cast

    A COP30, realizada em Belém, evidenciou o protagonismo do Brasil nas negociações climáticas, mas também os limites impostos pelo lobby do petróleo. Para Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física e coordenador do Centro de Estudos Amazônia Sustentável da USP, além de membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a conferência trouxe avanços importantes, como a discussão inédita e consistente sobre adaptação e a participação intensa da sociedade civil, além da defesa brasileira por um “mapa do caminho” para eliminar os combustíveis fósseis. Ainda assim, a resistência de países produtores de petróleo e de nações ricas em assumir compromissos de financiamento travou acordos ambiciosos. O balanço do cientista reforça a urgência de ações estruturantes, da restauração ecológica à transição energética justa, para enfrentar um cenário de aquecimento severo no país. “Do ponto de vista de resultados, como esperado, a COP 30 teve altos e teve baixos. Entre os altos, podemos citar claramente a discussão sobre a questão de adaptação ao novo clima, discussão sobre financiamento climático que avançou significativamente e, como ponto baixo, a questão de que os países produtores de petróleo bloquearam qualquer discussão sobre a necessária o necessário fim da exploração e do uso dos combustíveis fósseis”, alerta.
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    24 min
  • Clima e desigualdade urbana
    Nov 24 2025
    Como a vulnerabilidade urbana amplia os impactos da crise climática no Brasil

    Mais da metade dos municípios brasileiros já enfrenta alta vulnerabilidade climática. Especialistas alertam que ocupação desordenada, desigualdades históricas e falta de infraestrutura ampliam o impacto dos eventos extremos. Soluções baseadas na natureza, planejamento integrado e financiamento adequado são apontados como caminhos para cidades mais resilientes e sustentáveis. “Eu diria que é fundamental buscar respostas, trazer respostas. As respostas estão nas soluções baseadas na natureza, na articulação do plano diretor com mudanças climáticas, mudando efetivamente a forma de urbanizar a cidade. E nós estamos vendo isso de uma forma bastante visível e divulgada até pelas mídias, por exemplo, das soluções que têm sido dadas em diversos países”, alerta Pedro Jacobi, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Grupo de Estudos de Meio Ambiente e Sociedade do Instituto de Estudos Avançados da USP.
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    37 min
  • A Riqueza das florestas
    Nov 4 2025
    A Amazônia é uma das maiores riquezas naturais e culturais do planeta, abrigando imensa biodiversidade, vastos recursos hídricos e populações que há séculos desenvolvem modos sustentáveis de vida. Mais que uma floresta, ela é um sistema vivo que regula o clima global e sustenta milhões de pessoas. Com a realização da COP30 em Belém, o mundo volta seus olhos para a região, onde os saberes tradicionais e as políticas de conservação se unem ao desafio de transformar a preservação em motor de desenvolvimento. “O grande perigo atualmente, com as mudanças climáticas, o crescimento populacional e o uso desenfreado de recursos é que haja um colapso da capacidade de suporte do planeta, então o planeta vai chegar num limite que não consegue mais sustentar as populações que aqui vivem”, alerta Luiz Aragão, Pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Coordenador do Programa Mudanças Climáticas Globais da FAPESP.
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    36 min
  • Cidades e educação ambiental
    Sep 18 2025
    A maior parte das cidades do Brasil ainda não tem uma Politica Municipal de Educação Ambiental. Tema é destaque no novo episódio do Ciência & Cultura Cast.

    Apenas 30% dos municípios brasileiros possuem políticas de educação ambiental, com grandes disparidades regionais, segundo o IBGE. O podcast Ciência & Cultura Cast discute o tema, destacando o papel central da educação frente à crise climática. Apesar de avanços em drenagem urbana, problemas como lixões, baixa coleta seletiva e falta de inovação persistem. “As mudanças climáticas é a ponta do iceberg de escolhas históricas que nós temos feito nos últimos tempos. E a educação tem esse papel fundamental de, primeiro, fazer com que as pessoas compreendam um pouco o papel das cidades e o papel das pessoas e instituições que estão nas cidades”, afirma Edson Grandisoli, consultor e especialista em educação climática e economia circular.
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    25 min
  • Cidades e recursos hídricos
    Aug 28 2025
    Novo episódio do Ciência & Cultura Cast debate a relação entre água, clima e urbanização, com participação da especialista Marussia Whately.

    O novo episódio do Ciência & Cultura Cast discute os desafios da gestão da água nas cidades, tema crucial diante das mudanças climáticas e do crescimento urbano. Marussia Whately, diretora do Instituto Água e Saneamento, alerta para a vulnerabilidade das metrópoles e defende a segurança hídrica como direito essencial, que envolve abastecimento, proteção contra poluição e desastres, preservação dos ecossistemas e governança eficiente. “As cidades com grande concentração de pessoas têm se mostrado locais com grande vulnerabilidade e muito mal preparadas na sua grande maioria para lidar com o clima mais extremo. E água e clima são inseparáveis”, alerta.
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    44 min
  • Cidades e mudanças climáticas
    Aug 7 2025
    Altamente emissoras e vulneráveis, as áreas urbanas estão no centro do combate às mudanças climáticas

    As cidades, responsáveis por mais de 70% das emissões globais de gases de efeito estufa, são peças-chave no combate às mudanças climáticas — mas também sofrem seus impactos de forma aguda, como enchentes, ondas de calor e escassez hídrica, especialmente em áreas vulneráveis. Para enfrentar a crise, é essencial investir em soluções urbanas sustentáveis (transporte limpo, infraestrutura verde e energia renovável) e envolver as comunidades na construção de adaptações justas e eficazes, transformando desafios ambientais em oportunidades de equidade e inovação. “Áreas de infraestrutura verde podem fazer esse papel de mitigar os efeitos das mudanças climáticas, amenizando o calor, absorvendo mais água, porque esse é o papel que a infraestrutura verde ou a natureza faz”, explica Ivan Maglio, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEA) no Centro de Síntese Cidades Globais e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, na área de infraestrutura verde.
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    36 min
  • A quântica e a música
    Jul 1 2025
    No Ano Internacional da Ciência e das Tecnologias Quânticas, arte e ciência se entrelaçam em sons, ideias e possibilidades.

    No Ano Internacional da Ciência e das Tecnologias Quânticas, Moreno Veloso — cantor, compositor e produtor musical – fala sobre como a arte traduz conceitos científicos, como a improvisação musical dialoga com a incerteza quântica e como a música pode aproximar o público dos mistérios da ciência moderna. “A física quântica começou a, de uma certa forma, abrir mais os horizontes da ciência de uma forma geral”, pontua Moreno Veloso, que também é formado em Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “E essa abertura, essa estranheza, pode ser preenchida com todos os tipos de arte e de pensamento. Ela só não pode ser preenchida com a ignorância”, conclui
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    33 min
  • Importância da física quântica no mundo contemporâneo
    Jun 16 2025
    Dos átomos aos circuitos eletrônicos, a teoria quântica ultrapassa fronteiras e transforma nossa compreensão do universo — e do presente.

    Em 1925, os físicos Werner Heisenberg, Max Born e Pascual Jordan inauguraram a mecânica quântica com a formulação da mecânica matricial, revolucionando a física e abrindo caminho para uma compreensão mais profunda do universo — dos átomos às galáxias. Um século depois, a teoria quântica é essencial não apenas para a ciência, mas para a tecnologia cotidiana, viabilizando desde lasers e ressonâncias magnéticas até os chips que alimentam celulares e computadores. Em reconhecimento a esse impacto, a Unesco declarou 2025 como o Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas. Mais recentemente, pesquisas como as do brasileiro Amir Caldeira mostram que fenômenos como superposição e emaranhamento não se limitam ao mundo subatômico, podendo ocorrer também em sistemas maiores — o que amplia ainda mais o potencial da física quântica para gerar inovações e moldar o futuro da tecnologia. Tudo que você vê em física hoje – tem algumas exceções, claro – mas o que está envolvido com tecnologia, em geral, envolve mecânica quântica. E isso não é de hoje, isso vem de muito tempo, como o laser e o transistor. Isso está aí, permeando nossas vidas”, explica Amir Caldeira, professor do Instituto de Física da Unicamp e membro da Academia Brasileira de Ciências.
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