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COLOCANDO DEUS À PROVA

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Mensagem 176 – COLOCANDO DEUS À PROVALeia Salmos 78.17-25.

"Mesmo assim, continuaram a pecar contra ele, rebelando-se contra o Altíssimo no deserto. Provocaram a Deus no coração, pedindo comida segundo seu próprio gosto. Também falaram isto contra Deus: Por acaso, pode Deus preparar uma mesa no deserto? Por acaso, dará carne ao seu povo? É verdade que ele feriu a rocha e as águas fluíram, ribeiros jorraram a valer, mas ele poderá dar-nos alimento ou preparar carne para seu povo? Quando o Senhor os ouviu, indignou-se e lançou fogo contra Jacó; enfureceu-se contra Israel; porque não creram em Deus nem confiaram na sua salvação. Contudo, ele ordenou às altas nuvens e abriu as portas dos céus; fez chover maná sobre eles para que comessem e deu-lhes cereal dos céus. Cada um comeu o alimento dos poderosos; mandou-lhes comida com fartura."

Ao prosseguirmos no relato da história de Israel no Salmo 78, vemos que, no deserto, o povo exigia mais sinais e provas do amor de Deus por eles, como se a libertação do Egito não houvesse bastado. "Pôr Deus à prova..." (v. 18, NVI) é um dos impulsos mais arraigados do coração humano. Não importa quanto Ele tenha feito por nós; nosso coração sempre retruca: "Mas o que tens feito por mim ultimamente?". Nisso, incorremos em grave inversão de papéis com Deus. Nós O colocamos em período probatório, condicionando o relacionamento com Ele à avaliação que fazemos do Seu desempenho. Ora, Deus criou o universo pela palavra de Seu poder, e até as galáxias são pó diante d'Ele. Será esse o tipo de pessoa que se admite à própria vida na condição de mero assistente pessoal?

Nota da equipe: Há uma forma silenciosa de ousadia em nossa dúvida diante de Deus, e ela nasce da estreiteza com que percebemos o tempo. Israel, no deserto, julgava as obras de Deus pelo que cabia em seu horizonte imediato — a fome e a sede do dia, o cansaço e os perigos do caminho — e esquecia tanto a recente libertação do Egito quanto o cuidado paciente que o sustentara em cada etapa rumo à Terra Prometida. Algo semelhante se passa conosco: vemos a história, a nossa e a do mundo, por uma fresta estreita. Se a nossa vida fosse um livro, leríamos uma página de cada vez, desprovidos, no presente, da visão do enredo completo. Somente ao chegar ao epílogo entenderíamos o que estávamos lendo desde a primeira página e quão genial é o Autor.

Existe, portanto, uma grande temeridade em questionar a sabedoria do Senhor. Quando olhamos para uma dor presente e concluímos que Deus está sendo lento, ausente ou injusto, estamos julgando uma cena de uma narrativa cuja trama completa ainda não se revelou. A própria Escritura nos ensina a esperar: José aguardou treze anos no Egito até compreender por que fora vendido como escravo para estar ali; Abraão envelheceu antes de receber o filho da promessa; e o próprio Cristo, sepultado, esperou três dias até a manhã da ressurreição.

Sob a ótica de Deus, que vê o princípio e o fim simultaneamente (Is 46.10), não há atraso nem descuido: há um propósito que se cumpre em ritmo distinto do nosso. Questionar Sua sabedoria é exigir que Ele caiba nos limites de nossa imaginação. Duvidar de Seu amor pela fotografia de um momento difícil é confundir um instante com a história inteira.

Vamos orar juntos? Senhor Soberano, confesso que o meu olhar é estreito e a minha memória, falha. Frequentemente, julgo o Teu amor pelas dores e privações do meu horizonte imediato, esquecendo-me das Tuas grandes libertações do passado. Perdoa a minha arrogância quando tento colocar-Te sob julgamento, avaliando o Teu desempenho com minha mente limitada. Ensina-me a descansar na certeza de que Tu vês o princípio e o fim simultaneamente. Quando eu estiver diante da fotografia de um momento doloroso, concede-me a fé para confiar no enredo completo da história que Tu estás escrevendo. Em nome de Jesus, amém.

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