#25 | Lord Jim, de Joseph Conrad
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Em Lord Jim (1900), Joseph Conrad parte do abandono de um navio repleto de peregrinos para investigar os limites da responsabilidade jurídica e a tensão entre a lei formal e os códigos de honra. Erik Chiconelli Gomes acompanha Jim do tribunal marítimo — que lhe cassa a licença sem ponderar suas circunstâncias subjetivas — ao território remoto de Patusan, onde ele ergue uma autoridade híbrida entre o direito colonial e as tradições locais. A Literatura revela como a autoridade jurídica nasce menos da sanção formal do que da eficácia prática e do reconhecimento cultural, e como o pluralismo jurídico gera zonas de coexistência e de conflito entre ordens normativas. A leitura conecta a obra às questões brasileiras de jurisdição marítima, responsabilização de agentes públicos e construção da autoridade estatal em territórios de fronteira. Entre Direito e Literatura, honra, responsabilidade e redenção tornam-se categorias jurídicas.