De Senegal, França, Caribe até o Brasil: o exílio e música de Anaïs Sylla
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Um trajetória transformada em álbum. Reunindo influências do Senegal, Mali, Caribe e Brasil em um disco que atravessa fronteiras geográficas, culturais e linguísticas, Anaïs Sylla Conversa Bem Viver sobre seu processo de criação e constante adaptação. Ela relata como o Brasil foi acolhedor, mas ao mesmo tempo excludente. Como o racismo funciona diferente na Europa e as dificuldades de potencialidades de resgatar sua descendência senegalesa, de onde seu avô vem. No Brasil ela foi aluna de João Donato, músico homenageado na abertura do seu álbum, Exil.
O título do disco faz referência ao filme Exil, do cineasta Tony Gatlif, obra que aborda a condição de quem vive entre territórios, culturas e identidades. A partir dessa inspiração, Anaïs desloca a ideia de exílio para um campo poético, transformando a errância em matéria criativa e fazendo da travessia um lugar de invenção.