Drauzio Varela: 'Diziam que não adiantava dar remédio pra pobre' copertina

Drauzio Varela: 'Diziam que não adiantava dar remédio pra pobre'

Drauzio Varela: 'Diziam que não adiantava dar remédio pra pobre'

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Drauzio Varela começou sua jornada como um dos principais comunicadores do Brasil em meados da década de 1980: "O que me levou a entrar nos meios de comunicação foi a campanha contra a Aids", lembra. "Eu comecei uma batalha para divulgar a informação: mostrar o que era a doença, como se transmitia".

Aos 83 anos, o oncologista e autor de cerca de vinte livros — entre eles, "Estação Carandiru", no qual relata seu trabalho no antigo presídio de São Paulo — se diz radical em um aspecto: critica o uso excessivo de suplementos vitamínicos como uma panaceia. "O sonho da humanidade é a fonte da juventude", ele afirma, ressaltando que alguns dos principais pontos para uma vida longa e saudável são a alimentação balanceada e uma rotina de atividade física. "Não é fácil, mas é preciso ter disciplina"

Para Drauzio, vivemos também uma epidemia de transtornos psiquiátricos por todo o mundo, impulsionada pelas redes sociais e por uma humanidade cada vez mais isolada. "A tecnologia nos fez trabalhar cada vez mais e ficar cada vez mais separados dos outros", diz. "E a estimulação constante das telas não pode nos fazer bem".

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