Arcaz de Um Barriga-Verde de José Boiteux (Audiolivro) copertina

Arcaz de Um Barriga-Verde de José Boiteux (Audiolivro)

Arcaz de Um Barriga-Verde de José Boiteux (Audiolivro)

Di: Página 1 - Audiobooks e Carlos Henrique Souza Lima
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A proposito di questo titolo

Arcaz de Um Barriga-Verde, de José Boiteux, reúne relatos e episódios que retratam a formação histórica, social e cultural de Santa Catarina entre os séculos XVIII e XIX. Com base em pesquisa documental e com uma narrativa envolvente, o autor resgata personagens, costumes e acontecimentos marcantes da região. Agora, a obra ganha uma versão em audiolivro, produzida pela Página 1 Audiobooks, com direção e narração de Carlos Henrique Lima. O projeto foi executado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).Página 1 - Audiobooks e Carlos Henrique Souza Lima
  • Cp. 1 - A Façanha do "Onça"
    Apr 22 2026

    Neste primeiro capítulo de Arcaz de Um Barriga-Verde, de José Boiteux, acompanhamos os eventos que levaram à capitulação da Ilha de Santa Catarina durante a ofensiva espanhola no século XVIII. Apesar da rendição formal, os oficiais do lendário Regimento Barriga-Verde recusaram-se a assinar a capitulação, preferindo abandonar o serviço militar a aceitar a derrota, reafirmando seu valor e patriotismo.Entre os destaques está o alferes José Corrêa da Silva, o “Onça”, cuja bravura se tornou símbolo da resistência local.

    O capítulo também apresenta a atitude marcante do Coronel Fernando da Gama Lobo, comandante do Regimento Barriga-Verde, que quebrou as hastes da bandeira e rasgou o pano com as próprias mãos, para impedir que fosse tomado pelas tropas espanholas. A Ilha de Santa Catarina surge como a “chave do Brasil meridional”, reforçando sua posição estratégica no período colonial.

    Personagens e autoridades citadas: Pedro de Cevallos (Pedro Antonio de Cevallos Cortés y Calderón) – Governador da Província de Buenos Aires (1757–1766); Luís de Almeida Portugal – 2.º Marquês do Lavradio e Vice-Rei do Brasil.D. Guilherme Vaughan – Marechal de campo espanhol.Antônio Carlos Furtado de Mendonça – Marechal de campo português e governador militar da Ilha de Santa Catarina (1775); José da Silva Paes – Primeiro governador da Capitania de Santa Catarina; Raphael Pinto Bandeira – Militar; Coronel Fernando da Gama Lobo Coelho – Comandante do Regimento Barriga-Verde; Robert Mac-Duall – Almirante inglês; José Corrêa da Silva, o “Onça” – Alferes do Regimento Barriga-Verde; Marquês de Casa Tilly – Oficial espanhol; Capitão Pinto de Sá.

    Fortes e localidades mencionadas: Fortaleza da Ponta Grossa; Fortaleza de São Caetano; Fortaleza de Ratones; Caixa d’Aço; Enseada das Garoupas; Ilha de Santa Catarina; Desterro; Florianópolis.

    Contexto histórico adicional: O episódio integra a história militar e política de Santa Catarina, marcada por conflitos luso-espanhóis e pela defesa da antiga Vila do Desterro, atual Florianópolis. O Regimento Barriga-Verde tornou-se símbolo da identidade catarinense e da resistência do sul do Brasil durante o período colonial. A região, estratégica para o controle da costa, foi cenário de fortificações, disputas e processos de formação cultural que moldaram o estado.Sobre o autor:José Boiteux (1865–1924) foi historiador, jurista, jornalista e político catarinense, reconhecido por suas obras dedicadas à memória, à etnografia e à história de Santa Catarina. Sua escrita contribuiu para registrar tradições, conflitos e personagens do estado, tornando-se referência para estudos sobre o sul do Brasil e a antiga Ilha de Desterro.

    Créditos: Projeto executado por Página 1 – Audiobooks; H Music – Produções; Revisão, edição, leitura e finalização por Carlos Henrique Souza Lima.

    Proposta executada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc.

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    16 min
  • Cp. 2 - O "Barbaças"
    Apr 21 2026

    Neste segundo capítulo de Arcaz de Um Barriga-Verde, de José Boiteux, o foco recai sobre a figura de José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Melo, conhecido como O Barbaças. Intelectual, conselheiro régio e membro destacado do Conselho Ultramarino, ele teve papel importante na vida cultural do Brasil colonial, sendo o fundador da Academia Brasílica dos Renascidos, uma das primeiras instituições literárias da América Portuguesa. Seu prestígio e circulação entre grupos políticos e religiosos o colocaram no centro das tensões do período, especialmente durante a administração autoritária do Marquês de Pombal. A tirania pombalina marcou profundamente sua trajetória. No contexto da repressão aos jesuítas, do fortalecimento do Estado absolutista português e das disputas entre facções políticas e eclesiásticas, José Mascarenhas foi acusado de traição, alvo de perseguição e encarcerado em dois dos mais simbólicos espaços de repressão do Império Português: os calabouços da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, em Santa Catarina, e a Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Sua prisão tornou-se emblemática da violência política exercida durante o governo pombalino e da fragilidade das instituições coloniais diante do poder central.

    O capítulo também contextualiza a atuação de governadores, prelados, militares e autoridades do período, revelando o cenário mais amplo da política luso-brasileira no século XVIII. A narrativa de Boiteux reconstrói não apenas a queda do "Barbaças", mas o ambiente de vigilância, disputas ideológicas, conflitos com os inacianos e reorganização do poder metropolitano no ultramar. Santa Catarina e Desterro aparecem novamente como espaços estratégicos dentro da administração portuguesa, especialmente devido à presença de fortalezas e à função militar do território.

    Personagens citados: D. Mello Manuel (ou José de Mello Manoel) – Militar português e Governador da Capitania de Santa Catarina; José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Melo, O Barbaças – Conselheiro do Rei, membro do Conselho Ultramarino e fundador da Academia Brasílica dos Renascidos.Sebastião José de Carvalho e Melo – Conde de Oeiras, Marquês de Pombal e Primeiro-Ministro de Portugal; Dom José Botelho de Matos – Arcebispo de São Salvador da Bahia e opositor da política pombalina; D. José – Rei de Portugal e Algarves; Francisco António Cardoso de Meneses e Sousa – Governador da Capitania de Santa Catarina a partir de 7 de março de 1761; Gomes Freire de Andrade – 1.º Conde de Bobadela, Governador do Rio de Janeiro entre 1733 e 1763.

    Temas e instituições mencionados: Companhia de Jesus; Conselho Ultramarino; Tirania Pombalina; Inacianos; Academia Brasílica dos Renascidos.

    Lugares mencionados: Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim; Fortaleza de São José da Ilha das Cobras; Desterro (Florianópolis, Ilha de Santa Catarina); Sé Patriarcal de Lisboa (Basílica de Santa Maria Maior).

    Sobre o autor: José Boiteux (1865–1924) foi historiador, jurista e jornalista catarinense, dedicado à preservação da memória do estado, de seus personagens e de sua formação política e cultural. Suas obras tornam acessíveis episódios pouco conhecidos da história de Santa Catarina e do sul do Brasil, combinando narrativa literária e rigor histórico.

    Créditos: Projeto executado por Página 1 – Audiobooks; H Music – Produções; Revisão, edição, leitura e finalização por Carlos Henrique Souza Lima.

    Proposta executada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc.

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    25 min
  • Cp. 3 - No Que Deu um Puxão de Orelhas
    Apr 20 2026

    Neste terceiro capítulo de Arcaz de Um Barriga-Verde, de José Boiteux, acompanhamos a juventude de Joaquim Francisco da Costa, que mais tarde seria conhecido como Joaquim do Livramento ou Irmão Joaquim. O texto apresenta o momento transformador que marcou o início de sua conversão e de sua dedicação aos pobres e desvalidos, traçando as raízes de sua vocação religiosa e de seu compromisso com os necessitados.

    Paralelamente, o capítulo também narra aspectos da vida familiar dos Costa, incluindo o pai, Thomaz Francisco da Costa, a mãe, D. Mariana Jacinta da Vitória, e os irmãos, entre eles Thomaz da Costa, o primogênito que seguiu para o seminário. No seminário, Thomaz estudou ao lado de Duarte Mendes de S. Payo (ou Duarte Mendes de Sampaio), que mais tarde se tornaria monsenhor e pregador predileto de D. João VI. Boiteux explora elementos do cotidiano da família, o ambiente em que viviam e as experiências que moldaram o caráter de Joaquim.

    Personagens citados: Joaquim Francisco da Costa (Irmão Joaquim do Livramento) – Auxiliador dos pobres, religioso franciscano e figura histórica brasileira; Thomaz Francisco da Costa – Comerciante, pai do Irmão Joaquim; D. Mariana Jacinta da Vitória – Mãe do Irmão Joaquim; Thomaz da Costa (filho) – Primogênito da família, seminarista; Duarte Mendes de S. Payo (ou Duarte Mendes de Sampaio) – Colega de seminário de Thomaz, futuro monsenhor e pregador de D. João VI; D. João VI – Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves; Antônio José da Costa – Alferes, irmão de Joaquim e possivelmente o primeiro não-indígena a alcançar a região de Lages; Governador D. Luís Maurício da Silveira.

    Temas e instituições mencionados: Terceira Ordem de São Francisco; Nossa Senhora do Livramento; jogo da bisca ou bisca-coberta; Terra de Santa Cruz.

    Lugares mencionados: Desterro; Florianópolis; Santa Catarina; Rua dos Moinhos de Vento; Armação da Lagoinha; Saco dos Limões; Rua da Paz; Seminário da Lapa (Rio de Janeiro); Jacuecanga.

    Contexto histórico adicional: A narrativa integra a formação social e religiosa de Santa Catarina no período colonial, destacando figuras que contribuíram para o desenvolvimento espiritual e comunitário da antiga Vila do Desterro, atual Florianópolis. A trajetória de Joaquim do Livramento reflete o papel das ordens religiosas e das práticas assistenciais na história catarinense, revelando um personagem cuja atuação marcou cidades, instituições e projetos sociais. A presença do Seminário da Lapa e de nomes ligados à corte portuguesa aproxima a história local dos grandes movimentos culturais e religiosos do Brasil do século XIX.

    Sobre o autor: José Boiteux (1865–1924) foi historiador, jurista e jornalista catarinense, dedicado ao estudo das tradições, da cultura e da formação histórica de Santa Catarina. Suas obras registram relatos, personagens e paisagens que compõem a memória do estado e da antiga Ilha de Desterro, tornando-se referência para estudiosos e interessados na história do sul do Brasil.

    Créditos: Projeto executado por Página 1 – Audiobooks; H Music – Produções.

    Revisão, edição, leitura e finalização por Carlos Henrique Souza Lima.

    Proposta executada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc.

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    26 min
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